Enquanto os traumas crânio-encefálicos são responsáveis pela maioria dos óbitos relacionados ao trauma pediátrico, lesões intra-abdominais e retroperitoneais resultam em significante morbidade e mortalidade. Em relação ao trauma abdominal na faixa pediátrica analise as afirmativa a seguir.
I. Por possuir menor quantidade de gordura visceral, associada ao menor tamanho da cavidade quando comparado ao adulto, a absorção e difusão da força externa decorrente do trauma são prejudicados.
II. Aproximadamente 90 a 95% das lesões hepaticas e/ou esplênicas na criança podem ser manejadas de forma não-operatória.
III. Após classificada a lesão, para ser candidata ao tratamento não-operatório de lesões hepáticas e/ou esplênicas, a criança deve estar hemodinamicamente estável e monitorizada de perto para avaliação de sinais de sangramento ativo.
IV. Crianças com lesão esplênica sangrante, mas não em choque, podem ser candidatos potenciais para técnicas que poupam parênquima esplênico como esplenectomia parcial ou esplenorrafia.
V. Taquicardia não responsiva a expansão volêmica é sinal precoce de choque hipovolemico. Portanto, evidência clínica de sangramento ativo com exame abdominal alterado e/ou FAST positivo indica abordagem cirúrgica.
Indique a alternativa CORRETA.