Sustenta-se que as leis científicas – se tal ideia é de algum modo aceita – vigoram apenas para as categorias universais: os objetos particulares são destinados ao domínio do fortuito. Como consequências práticas desta divisão, tem-se que os conceitos gerais – Estado absolutista, revolução burguesa ou Estado capitalista – tornam-se tão distantes da realidade histórica, que deixam de ter qualquer poder explicativo; enquanto os estudos particulares – confinados a áreas ou períodos delimitados – fracassam em desenvolver ou aprimorar uma teoria global.
(Perry Anderson, Linhagens do Estado absolutista.)
Em relação a esse debate, Perry Anderson explicita que a premissa do seu livro é que