Refletindo sobre o processo de investigação empírica, o antropólogo americano C. Geertz, apud Cardoso (1998), afirma a existência de duas etapas bem distintas no curso do referido processo. A primeira diz respeito à experiência do antropólogo vivendo a situação de estar em campo; a segunda, por seu turno, reporta-se ao trabalho do pesquisador já em seu gabinete, no retorno ao seu contexto acadêmico, por exemplo. Essa experiência de retorno, para C. Geertz, se configura como um delicado momento da pesquisa, principalmente porque: