O sistema Li/MnO2 é o exemplo mais representativo das pilhas primárias (de uso único) de lítio.

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Essas pilhas empregam eletrólitos dissolvidos em solventes não aquosos, em recipientes selados.
O processo de descarga dessa pilha envolve a reação 4Li + MnO2 → 2Li2O + Mn
Essa pilha fornece uma diferença de potencial (voltagem) em torno de 3,0 V à temperatura ambiente, mas mostra excelente desempenho em temperaturas superiores.
A grande vantagem das pilhas à base de lítio é a ausência de metais pesados reconhecidamente danosos ao meio ambiente, como mercúrio, cádmio e chumbo. Porém, os perigos relativos à pilha Li/MnO2 são de outra natureza, estando relacionados ao seu descarte e reciclagem. Após a corrosão do invólucro externo, é liberado o solvente não aquoso, inflamável e tóxico. O lítio metálico não reagido, em contato com água e umidade do ar, desprende calor e gás inflamável (hidrogênio), podendo levar à ignição do produto descartado. Por isso, a presença de voltagem residual nesse resíduo é um problema, pois significa a presença de lítio metálico.
As características listadas para a pilha de lítio tornam a disposição final inadequada e até mesmo a reciclagem uma operação de risco, pela possibilidade de fogo e explosão.
(Jéssica Frontino Paulino et al. “Processamento de pilhas Li/MnO2 usadas”. Quim. Nova, vol. 30, 2007. Adaptado.)
Para tornar a reciclagem dessa pilha mais segura, o ideal seria o seu descarregamento completo antes do descarte, evitando assim a