A crítica de cinema feminista dominante de modo algum reconhece a experiência de espectadoras negras. Sequer considera a possibilidade de que mulheres possam construir um olhar opositor através do entendimento e da consciência das políticas raciais e do racismo. A teoria feminista do cinema baseada numa moldura psicanalítica a histórica que privilegia a diferença sexual suprime ativamente o reconhecimento da raça, reencenando e espelhando o apagamento da feminilidade negra realizado pelos filmes, silenciando qualquer discussão sobre a diferença racial – a diferença sexual racial.
HOOKS, Bell. Olhares negros: raça e representação. Editora Elefante, São Paulo, 2019, pg. 223.
A partir do texto de Bell Hooks, assinale a alternativa correta.