Youngstown, em Ohio, Estados Unidos, foi uma das cidades mais emblemáticas(I) do American Dream no século passado. A siderurgia atraiu multidões para o município, os trabalhadores tinham um dos maiores salários dos Estados Unidos e a população desfrutava um estilo de vida fantástico. Um decreto de 1977, porém, fechou as usinas locais e matou a euforia criada lá.
Milhares de pessoas perderam seus empregos, metade dos habitantes abandonou a região e Youngstown ficou marcada como um triste capítulo da história norte-americana.
Se a atual força de trabalho não se requalificar, eventos assim se repetirão. Não mais motivados(II) por decretos, mas pela velocidade das inovações que desafiam os tradicionais empregos da classe média.
Vivemos uma das maiores transformações que qualquer geração já precisou enfrentar. Os avanços tecnológicos afetam não só carreiras, negócios e governos, mas o próprio sentido da humanidade.
O que acontecerá com o trabalho de motoristas quando os carros forem autônomos? Ou de cozinheiros quando o preparo das refeições for automatizado? Ou de médicos quando as doenças forem diagnosticadas proativamente por sensores? Independentemente da atividade, parte dela – ou toda ela – será feita por robôs ou softwares nos próximos anos.
A tecnologia é ótima para lidar com dados, repetição e busca de padrões. As pessoas, por sua vez, lidam extraordinariamente bem com situações novas. A principal limitação das máquinas é que, para serem inteligentes, precisam aprender com grandes volumes de dados passados. Por isso, têm dificuldades com tudo que não viram ou repetiram muitas vezes antes. Nós, em contrapartida, somos fantásticos para interagir com imprevistos, ligar pontos não conexos e conviver com surpresas. Isso coloca uma barreira fundamental nas tarefas que serão automatizadas. Pois o futuro de cada emprego está na resposta a uma única pergunta: até que ponto esse emprego pode ser reduzido a tarefas repetitivas e imutáveis?
Isso é importante porque Youngstown deixou um legado. O que aconteceu lá nos anos 1970 é hoje retratado em um museu. Nele, enquanto o antigo trabalhador da cidade – um dos mais bem(III) pagos do século passado – é exposto com uma placa de “extinto”, o profissional de hoje é apresentado logo ao lado, dando a entender – queiram as pessoas ou não – que em breve será extinto também.
Adaptado de BENVENUTTI, Maurício. Humanos sendo humanos:
o que Youngstown ensina sobre o futuro do trabalho.
Zero Hora, Caderno doc, 10/07/2019. Acesso em 11/07/2019.
Considere as afirmações abaixo.
I - A palavra mais contribui para a formação do grau superlativo do adjetivo emblemáticas na expressão uma das cidades mais emblemáticas.
II - Na expressão mais motivados, encontra-se o adjetivo no grau comparativo.
III - Na estrutura mais bem, a palavra mais faz parte da expressão do grau superlativo da palavra bem.
Quais estão corretas?
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Engenheiro - Engenharia Física
40 Questões
Engenheiro Agrônomo
40 Questões