No Brasil, 1.120 empresas não pagam salário a seus empregados. Acalmem-se, defensores dos direitos humanos, pois não estamos falando de trabalho escravo. Trata-se de uma modalidade de negócio que funciona com a mão de obra voluntária de estudantes universitários. O número de empresas juniores, como são chamados esses empreendimentos, teve um crescimento de 87% nos últimos cinco anos — cinco vezes o de instituições de ensino superior. Uma empresa júnior, sempre sediada em uma universidade, é formada e administrada por alunos interessados em pôr em prática o que aprendem nas salas de aula. Quando necessário, um professor é chamado para orientar e tirar dúvidas, mas, das funções mais simples de escritório até a direção executiva, todos os cargos são ocupados por estudantes. A companhia tem estatuto e regimentos próprios, e o preço cobrado por seus produtos e serviços é bastante inferior ao do mercado. Seus clientes são, quase sempre, micro e pequenas empresas para as quais contratar uma consultoria especializada sai muito caro.
Julia Carvalho. In: Veja, 10/11/2010 (com adaptações).
Acerca de aspectos estruturais e dos sentidos do texto acima, julgue o item a seguir.
A substituição da palavra “regimentos” pela sua forma singular, regimento, manteria a correção gramatical do texto.