O governo Dutra julgava-se merecedor de atenções especiais por parte dos Estados Unidos. Afinal, o Brasil revelava- se um fiel aliado, colaborando com as iniciativas norte-americanas para a América Latina e para a criação das instituições internacionais do pós-guerra. Desde os acordos assinados em Washigton, em 1942, tornou-se inelutável a aproximação econômica entre os dois países. Falava-se, assim, do estabelecimento de “relações especiais” com os Estados Unidos. As necessidades advindas da guerra tinham levado os Estados Unidos a uma franca postura de colaboração governo a governo, inclusive através de propostas de missões, como a Taub (1942) e a Cooke (1943), que enfatizavam a necessidade de amparar programas de industrialização do Brasil.
(Carlos Fico, O Brasil no contexto da Guerra Fria: democracia, subdesenvolvimento e ideologia do planejamento (1946-1964).
Em: Carlos Guilherme Mota (org.), A experiência brasileira. A grande transação. Adaptado)
Para Fico, terminada a Segunda Guerra,