A oralidade e a escrita, embora sejam modalidades
distintas da linguagem, relacionam-se de forma complexa e não
hierárquica. O ensino de ambas deve considerar seus usos
sociais e suas especificidades, promovendo a transposição de
saberes entre elas. A valorização da oralidade em sala de aula,
por exemplo, através de debates e apresentações, contribui para
o desenvolvimento da competência comunicativa dos alunos,
mas não possui impacto significativo na melhoria da produção
escrita, visto que as regras e convenções da escrita são
intrinsecamente diferentes das da fala e devem ser aprendidas
de forma autônoma.