O texto traz parte de uma entrevista com o historiador Peter Burke.
[…] ele reconceituou debates sobre o poder e o conhecimento, o que também é muito importante. Mas a interpretação que deu para o surgimento de asilos, prisões, fábricas, novo tipo de escola etc. é, ela própria, passível de crítica. Seus argumentos sofrem pelo fato de ele não querer fazer séria pesquisa histórica, para não mencionar sua tendência a generalizar sobre a Europa a partir da experiência francesa […]. Para ser mais exato, os livros em que lidou com práticas sociais, como História da loucura e Vigiar e punir, sofreram dessas limitações; já As palavras e as coisas não.
(Maria Lúcia Garcia Pallares-Burke, As muitas faces da história. Nove entrevistas)
O excerto faz referência a