Parte II
Na estrada de 40 quilômetros entre o centro de Bangalore e Harita, há trechos que dão a sensação de que a Índia virou a própria Belíndia imaginada na década de 70 pelo economista Edmar Bacha. É só desviar os olhos em 180 graus: da margem direita, onde estão sedes de embaixadas em prédios espelhados e futuristas, para a esquerda, em que barracos e construções precárias improvisam pequenos comércios e o lixo forma montanhas que dão testemunho de muita, muita pobreza. Esse contraste gritante se encaixa hoje na tradução do país fictício, mistura de uma Bélgica rica e uma Índia miserável, que Bacha criou como uma metáfora para as desigualdades do Brasil.
(O GLOBO. Rio de Janeiro, 29 abr. 2012, p. 44, adaptado.)
“Na estrada de 40 quilômetros entre o centro de Bangalore e Harita, há trechos que dão a sensação de que a Índia virou a própria Belíndia imaginada na década de 70 pelo economista Edmar Bacha.”
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