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A abertura econômica, no início dos anos 90, permitiu à Índia ser um dos países que mais crescem no mundo. Embora registre uma desaceleração de 10,15% em 2010 para 7% este ano – o índice de crescimento mais baixo desde 2005 – o governo corre para atenuar as desigualdades. A tarefa parece inglória para quem percorre vielas miseráveis, que fazem favelas do Rio parecerem bairros de classe média, ou é abordado a todo instante na rua com súplicas por esmolas. O ministro de Recursos Humanos, Kapil Sibal, observa que entre as ilhas de excelência há de 500 milhões a 600 milhões de indianos na pobreza: – Temos duas Índias, uma nação dentro da outra. A que cresce e emerge e a que tem cidadãos comuns que não serão beneficiados por este crescimento. Menos de 50% têm oportunidade de ascensão. Nosso desafio é mover todos para uma sociedade inclusiva. Mas a Índia não é como qualquer país. Todas as raças estão presentes aqui, assim como todas as religiões do mundo.
(O GLOBO. Rio de Janeiro, 29 abr. 2012, p. 44, adaptado)
A abertura econômica, no início dos anos 90, permitiu à Índia ser um dos países que mais crescem no mundo. O governo corre para atenuar as desigualdades. a tarefa parece inglória para quem percorre as vielas miseráveis.
Assinale a alternativa que preenche a lacuna, garantindo a coerência/coesão nessa reorganização de frases.
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A abertura econômica, no início dos anos 90, permitiu à Índia ser um dos países que mais crescem no mundo. Embora registre uma desaceleração de 10,15% em 2010 para 7% este ano – o índice de crescimento mais baixo desde 2005 – o governo corre para atenuar as desigualdades. A tarefa parece inglória para quem percorre vielas miseráveis, que fazem favelas do Rio parecerem bairros de classe média, ou é abordado a todo instante na rua com súplicas por esmolas. O ministro de Recursos Humanos, Kapil Sibal, observa que entre as ilhas de excelência há de 500 milhões a 600 milhões de indianos na pobreza: – Temos duas Índias, uma nação dentro da outra. A que cresce e emerge e a que tem cidadãos comuns que não serão beneficiados por este crescimento. Menos de 50% têm oportunidade de ascensão. Nosso desafio é mover todos para uma sociedade inclusiva. Mas a Índia não é como qualquer país. Todas as raças estão presentes aqui, assim como todas as religiões do mundo.
(O GLOBO. Rio de Janeiro, 29 abr. 2012, p. 44, adaptado)
O texto não indica a localização geográfica da Belíndia. Por quê?
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A abertura econômica, no início dos anos 90, permitiu à Índia ser um dos países que mais crescem no mundo. Embora registre uma desaceleração de 10,15% em 2010 para 7% este ano – o índice de crescimento mais baixo desde 2005 – o governo corre para atenuar as desigualdades. A tarefa parece inglória para quem percorre vielas miseráveis, que fazem favelas do Rio parecerem bairros de classe média, ou é abordado a todo instante na rua com súplicas por esmolas. O ministro de Recursos Humanos, Kapil Sibal, observa que entre as ilhas de excelência há de 500 milhões a 600 milhões de indianos na pobreza: – Temos duas Índias, uma nação dentro da outra. A que cresce e emerge e a que tem cidadãos comuns que não serão beneficiados por este crescimento. Menos de 50% têm oportunidade de ascensão. Nosso desafio é mover todos para uma sociedade inclusiva. Mas a Índia não é como qualquer país. Todas as raças estão presentes aqui, assim como todas as religiões do mundo.
(O GLOBO. Rio de Janeiro, 29 abr. 2012, p. 44, adaptado)
Com relação ao ministro de Recursos Humanos, há argumentos que destacam o grande contraste que tinha de vencer:
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A abertura econômica, no início dos anos 90, permitiu à Índia ser um dos países que mais crescem no mundo. Embora registre uma desaceleração de 10,15% em 2010 para 7% este ano – o índice de crescimento mais baixo desde 2005 – o governo corre para atenuar as desigualdades. A tarefa parece inglória para quem percorre vielas miseráveis, que fazem favelas do Rio parecerem bairros de classe média, ou é abordado a todo instante na rua com súplicas por esmolas. O ministro de Recursos Humanos, Kapil Sibal, observa que entre as ilhas de excelência há de 500 milhões a 600 milhões de indianos na pobreza: – Temos duas Índias, uma nação dentro da outra. A que cresce e emerge e a que tem cidadãos comuns que não serão beneficiados por este crescimento. Menos de 50% têm oportunidade de ascensão. Nosso desafio é mover todos para uma sociedade inclusiva. Mas a Índia não é como qualquer país. Todas as raças estão presentes aqui, assim como todas as religiões do mundo.
(O GLOBO. Rio de Janeiro, 29 abr. 2012, p. 44, adaptado)
“– Nosso desafio é mover todos para uma sociedade inclusiva. Mas a Índia não é como qualquer país. Todas as raças estão presentes aqui, assim como todas as religiões do mundo.”
São essas as palavras do ministro de Recursos Humanos da Índia (discurso direto). Porém, se a explicação do ministro fosse comunicada por outra pessoa, poderia ficar assim:
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A abertura econômica, no início dos anos 90, permitiu à Índia ser um dos países que mais crescem no mundo. Embora registre uma desaceleração de 10,15% em 2010 para 7% este ano – o índice de crescimento mais baixo desde 2005 – o governo corre para atenuar as desigualdades. A tarefa parece inglória para quem percorre vielas miseráveis, que fazem favelas do Rio parecerem bairros de classe média, ou é abordado a todo instante na rua com súplicas por esmolas. O ministro de Recursos Humanos, Kapil Sibal, observa que entre as ilhas de excelência há de 500 milhões a 600 milhões de indianos na pobreza: – Temos duas Índias, uma nação dentro da outra. A que cresce e emerge e a que tem cidadãos comuns que não serão beneficiados por este crescimento. Menos de 50% têm oportunidade de ascensão. Nosso desafio é mover todos para uma sociedade inclusiva. Mas a Índia não é como qualquer país. Todas as raças estão presentes aqui, assim como todas as religiões do mundo.
(O GLOBO. Rio de Janeiro, 29 abr. 2012, p. 44, adaptado)
“A abertura econômica, no início dos anos 90, permitiu à Índia ser um dos países que mais crescem no mundo.” Considerando o conjunto do texto, é coerente esta proposta de substituição:
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Parte II
Na estrada de 40 quilômetros entre o centro de Bangalore e Harita, há trechos que dão a sensação de que a Índia virou a própria Belíndia imaginada na década de 70 pelo economista Edmar Bacha. É só desviar os olhos em 180 graus: da margem direita, onde estão sedes de embaixadas em prédios espelhados e futuristas, para a esquerda, em que barracos e construções precárias improvisam pequenos comércios e o lixo forma montanhas que dão testemunho de muita, muita pobreza. Esse contraste gritante se encaixa hoje na tradução do país fictício, mistura de uma Bélgica rica e uma Índia miserável, que Bacha criou como uma metáfora para as desigualdades do Brasil.
(O GLOBO. Rio de Janeiro, 29 abr. 2012, p. 44, adaptado.)
“É só desviar os olhos em 180 graus”, esse é o início da segunda frase do parágrafo citado, que permite concluir, com referência aos contrastes mencionados, o seguinte:
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Parte II
Na estrada de 40 quilômetros entre o centro de Bangalore e Harita, há trechos que dão a sensação de que a Índia virou a própria Belíndia imaginada na década de 70 pelo economista Edmar Bacha. É só desviar os olhos em 180 graus: da margem direita, onde estão sedes de embaixadas em prédios espelhados e futuristas, para a esquerda, em que barracos e construções precárias improvisam pequenos comércios e o lixo forma montanhas que dão testemunho de muita, muita pobreza. Esse contraste gritante se encaixa hoje na tradução do país fictício, mistura de uma Bélgica rica e uma Índia miserável, que Bacha criou como uma metáfora para as desigualdades do Brasil.
(O GLOBO. Rio de Janeiro, 29 abr. 2012, p. 44, adaptado.)
O texto caracteriza Belíndia como metáfora, o que se justifica desta maneira:
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Parte II
Na estrada de 40 quilômetros entre o centro de Bangalore e Harita, há trechos que dão a sensação de que a Índia virou a própria Belíndia imaginada na década de 70 pelo economista Edmar Bacha. É só desviar os olhos em 180 graus: da margem direita, onde estão sedes de embaixadas em prédios espelhados e futuristas, para a esquerda, em que barracos e construções precárias improvisam pequenos comércios e o lixo forma montanhas que dão testemunho de muita, muita pobreza. Esse contraste gritante se encaixa hoje na tradução do país fictício, mistura de uma Bélgica rica e uma Índia miserável, que Bacha criou como uma metáfora para as desigualdades do Brasil.
(O GLOBO. Rio de Janeiro, 29 abr. 2012, p. 44, adaptado.)
“Na estrada de 40 quilômetros entre o centro de Bangalore e Harita, há trechos que dão a sensação de que a Índia virou a própria Belíndia imaginada na década de 70 pelo economista Edmar Bacha.”
Assinalar a substituição adequada de há:
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Parte II
Na estrada de 40 quilômetros entre o centro de Bangalore e Harita, há trechos que dão a sensação de que a Índia virou a própria Belíndia imaginada na década de 70 pelo economista Edmar Bacha. É só desviar os olhos em 180 graus: da margem direita, onde estão sedes de embaixadas em prédios espelhados e futuristas, para a esquerda, em que barracos e construções precárias improvisam pequenos comércios e o lixo forma montanhas que dão testemunho de muita, muita pobreza. Esse contraste gritante se encaixa hoje na tradução do país fictício, mistura de uma Bélgica rica e uma Índia miserável, que Bacha criou como uma metáfora para as desigualdades do Brasil.
(O GLOBO. Rio de Janeiro, 29 abr. 2012, p. 44, adaptado.)
Como é possível identificar, no texto, nomes de países, pode-se concluir:
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Prezado candidato, para responder a questão, leia atentamente o texto apresentado.
Parte I
Barulho na TV
Faz parte da experiência de todo espectador: tão logo o programa da TV se interrompe para a exibição dos comerciais, o volume do som aumenta consideravelmente. “Consideravelmente”, em verdade, passa até por eufemismo no caso de alguns canais, em particular os dedicados ao público infantil na TV paga.
Um perito judicial, consultado pela Folha, em reportagem de 2010, mediu a variação do som em 26 canais. Registrou diferença de até seis decibéis entre a programação normal e o intervalo publicitário. Isso equivale a um aumento de quase quatro vezes no volume do som.
É de duvidar, embora possa ter eficácia com os mais impressionáveis e desatentos, que tática tão primitiva de vendagem resulte em benefício real para o anunciante.
No mínimo, o consumidor deveria sentir-se agredido por tamanho estrépito; com o tempo, a tecla “mudo” no controle remoto acabaria incorporada como sua arma de vingança particular, em protesto e apelo tácito por formas mais diplomáticas de persuasão.
A passagem do tempo não conseguiu, todavia, diminuir a balbúrdia no ambiente televisivo.
Desde maio de 2001, a legislação federal impede a variação dos decibéis. Previa-se que o executivo editasse, no prazo de 120 dias, as regras de aplicação e fiscalização da nova lei.
Intervieram então dois fatores muito conhecidos do público brasileiro: uma outra algaravia, a burocracia, e uma velha surdez, a das autoridades perante os interesses do consumidor.
A regulamentação simplesmente não veio. Nove anos depois da promulgação da lei, o Ministério Público Estadual de São Paulo ingressou na Justiça com uma ação pleiteando a aplicação da lei. Passados dois anos, a causa foi julgada favoravelmente – em primeira instância, somente.
As incertezas prosseguem. Não se sabe se cumpre à Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) ou à União a tarefa de fiscalizar os abusos auditivos na TV.
Tudo seria mais fácil, sem dúvida, se o espírito da autorregulação publicitária prevalecesse no caso. Respeitamos e iremos cumpri-la: é o que declara, com algum paradoxo, a assessoria da Cartoon Network, um dos canais que em 2010 variava em cinco decibéis o volume de suas emissões.
Seria bom se o consumidor fosse respeitado sem a necessidade do recurso à lei específica. Mas, sem dúvida, os interesses comerciais falam mais alto nos gabinetes do poder e impedem que sua voz, ainda tênue, seja ouvida como merece.
(FOLHA DE S. PAULO. São Paulo, 15 mar. 2012, p. A2)
“Intervieram então dois fatores muito conhecidos do público brasileiro: uma outra algaravia, a burocracia, e uma velha surdez, a das autoridades perante os interesses do consumidor.”
Algaravia: “coisa difícil de perceber”. Burocracia: “administração da coisa pública por funcionário (...) sujeito à hierarquia e ao regulamento rígidos, e a uma rotina inflexível”.
Com a leitura do texto e essas informações, pode-se concluir que a falta de “regras de aplicação e fiscalização da nova lei” tem várias causas, excluindo-se esta:
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