A origem é o alvo.”
Ailton Krenak

Daiara Tukano (2020). Kahtiri Eõrõ. Espelho da vida.
Fundação Bienal de São Paulo. Foto: Levi Fanan.
A obra relê os tradicionais mantos Tupinambás, que eram feitos das penas do pássaro Guará e que foram levados do Brasil para coleções exteriores: “As peças indígenas mais antigas que existem estão todas na Europa, entre elas esses mantos Tupinambás, que viraram um patrimônio europeu (e não brasileiro). Elas não podem sequer voltar para cá, pois são muito frágeis, estão engaioladas, dentro de vidros... para mim fica muito marcado esse sentimento de prisão em que se encontram” — comenta Daiara. “Quem se enxerga no espelho fica do tamanho que a gente é: bem pequenininho, para poder enxergar o horizonte de uma forma mais ampla. É muito forte que a gente, enquanto indígena, se depare com toda essa história num só objeto, que é mais do que um objeto: é encantado, tem alma.”.
Internet:<http://www.facebook.com/> (com adaptações).
(...) me perguntaram: “Como os índios vão fazer diante disso tudo?”. E eu falei: “Tem quinhentos anos que os índios estão resistindo, eu estou preocupado é com os brancos, como é que vão fazer para escapar dessa.”. A gente resistiu expandindo a nossa subjetividade, não aceitando essa ideia de que somos todos iguais. Ainda existem aproximadamente 250 etnias que querem ser diferentes umas das outras no Brasil, que falam mais de 150 línguas e dialetos.
Ailton Krenak. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.
Tendo como referência a imagem e os textos apresentados anteriormente, assinale a opção correta.