
Por muito tempo, discutiu-se, nos meios científicos, se a velocidade da luz seria finita ou infinita. Em 1676, Christensen Römer (1644-1710) mediu essa velocidade usando um esquema parecido com o ilustrado na figura acima, na qual são mostradas as posições relativas da Terra (T), de Júpiter (J) e de Io (I), uma de suas luas, no processo em que Io desaparece e reaparece por trás de Júpiter (eclipse de Io). Na figura, h representa a distância entre os centros de Io e Júpiter, e os termos L1 e L2 , com L1 > L2, representam, respectivamente, as distâncias entre a Terra e Júpiter, na primeira e na segunda situação.
Considerando que v I seja a velocidade de Io relativa a Júpiter nas duas situações e que R seja o raio de Júpiter, julgue o item a seguir.
Se a velocidade da luz fosse infinita, o módulo da diferença do tempo que Io leva para desaparecer e reaparecer por detrás de Júpiter nas duas situações apresentadas na figura seria dado por \( \Delta t = \dfrac{2Rh}{v_1}|\dfrac{1}{L_1}-\dfrac{1}{L_2}| \)