No Brasil das primeiras décadas do século XX, o
discurso médico-higienista consolidou-se como um
saber institucionalizado, mobilizado pelo Estado
republicano para enfrentar crises sanitárias, urbanas e
sociais. Em situações de emergência, como as grandes
secas, esse discurso orientou políticas de contenção
populacional, entre elas a criação dos campos de
concentração para retirantes no estado do Ceará,
notadamente nos anos de 1915 e 1932. À luz desse
contexto histórico, assinale a alternativa que apresenta
a interpretação historicamente mais consistente do
ponto de vista do discurso médico-higienista, tal
como formulado e defendido pelas autoridades da
época.