
Nélson Pereira dos Santos. Rio 40 Graus. Internet: <www.ufmg.br>.
No final da década de 50 do século passado, Rio 40 Graus, de Nélson Pereira dos Santos, e O Grande Momento, de Roberto Santos, indicavam o caminho por onde seguiria o novo cinema brasileiro. “Câmara na mão, trata-se de construir” — eram as palavras de ordem. Mas não só o cineasta construía: críticos cinematográficos, estudantes, empresários e público ajudaram a criar o Cinema Novo dos anos 60. Glauber Rocha, então feroz polemista da imprensa baiana, proclamava: “É da independência cultural que nasce o filme brasileiro”. O Cinema Novo desenvolvia-se em torno de uma estética acentuadamente politizada, cujos carros-chefes eram o anti-imperialismo, o anticapitalismo, a denúncia do subdesenvolvimento e a defesa da justiça social e do nacionalismo.
Nosso século. São Paulo: Abril Cultural, 1980, v.5, p. 50 (com adaptações).
Tendo como referência o texto e a figura apresentada, que ilustra uma cena do filme Rio 40 Graus, de Nélson Pereira dos Santos, julgue o item que se segue.
No Brasil, o Cinema Novo insere-se em um contexto mais amplo de transformação, que também atinge a música popular, com o surgimento da bossa-nova. Nesse contexto de transformação, impulsionado ou estimulado pelo governo JK, inclui-se a construção da nova capital, Brasília.