Ary Pára-Raios, nascido Ary José de Oliveira e conhecido
também como Pararraios ou PáraRayos (“não importa – os
raios não caem no mesmo lugar…”), viveu 63 anos
dedicados à arte. Quase metade desse tempo foi vivida em
Brasília ou bem perto, e as marcas dessa presença estão
nas pessoas, na cidade e em suas práticas artísticas. Das
conversas de agora, que lembram as passadas e convidam
novas histórias, surgem pistas que ajudam a entender o
desenvolvimento do teatro no Planalto Central. Nesse
tecido lembrado, é relevante reconhecer Hugo Rodas como
figura que, junto a Ary, contribuiu para o cenário cultural
da região com sensibilidade experimental e compromisso
com a memória coletiva. Juntos, Ary Pára-Raios e Hugo
Rodas ajudam a compor uma estética de teatro brasiliense
que, desde o início, buscou dialogar com o espaço urbano,
a comunidade e as ideias sociais, elevando a importância
do teatro local no panorama brasileiro.
Internet: <brasilia.memoriaeinvencao.com> (com adaptações).
Com base nesse texto, julgue o item a seguir.
Hugo Rodas é lembrado como um marco divisor na história artística de Brasília, por contribuir de forma decisiva para a formação de atrizes, atores, professoras e professores da UnB, atuando como mestre que formou gerações de profissionais do teatro na capital do país. Seu talento em diferentes linguagens artísticas permitiu desempenhar diversas funções do fazer teatral – diretor, ator, cantor, músico, bailarino, coreógrafo, cenógrafo e figurinista – consolidando-o como um dos principais diretores da cena contemporânea brasileira.