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3707100 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: UNIFEI
Orgão: UNIFEI

Texto B (para a questão)

Youtuber também é cultura

A mãe ou o pai passou pelo quarto do filho adolescente e viu que ele assistia a um vídeo repleto de gírias e palavrões de um youtuber – nome que se dá aos famosíssimos comentaristas de tudo e de nada na internet. Isso acontece toda hora. E se o assunto era história ou biologia, disciplinas que enchem de tédio a meninada na escola? Por incrível que pareça, isso também está acontecendo toda hora e, sim, atrai milhões de visualizações. Entre as celebridades que alcançam fama na rede jogando conversa fora, é possível encontrar aqui e ali jovens que efetivamente ensinam algo de útil, sem que isso leve o nome de aula e sem que eles sejam chamados de professores. E eles ainda ganham dinheiro.

No nicho das aulas que não parecem aulas, faturamento é tabu, mas patrocínios e dezenas de anúncios mostram que o negócio é rentável. Foi um tanto no improviso que os youtubers enveredaram pelo caminho do ensino, descobrindo que havia público e seguindo em frente. “Meu objetivo não é fazer com que o cara passe de ano ou estudo para o Enem”, diz o desbravador e mais bem-sucedido não professor do YouTube, o paulista Felipe Castanhari, 26 anos. “Quero levantar o interesse, despertar a curiosidade para um assunto importante.”

O vídeo mais acessado de Castanhari nessa vertente trata da II Guerra Mundial. No seu canal, Nostalgia, fundado em 2011 e hoje com 7,9 milhões de inscritos, o carro-chefe são gravações comentando filmes, séries, desenhos animados, músicas e outros exemplares da cultura pop. Mas, quando soube que o livro Mein Kampf (Minha Luta), de Adolf Hitler, cairia em domínio público, Castanhari (que jura ter lido trechos da obra) resolveu contar à sua maneira a trajetória do ditador nazista, com fotos e vídeos da época. Contabilidade até agora: quase 4 milhões de visualizações. “Acho incrível que um vídeo de mais de uma hora seja tão acessado”, comenta Castanhari. Ele diz receber com frequência relatos de exibição do filmete em sala de aula – apesar dos palavrões e das referências pouco elogiosas aos professores.

[...]

(VIEIRA, M. C. Youtuber também é cultura. Veja, São Paulo, ano 49, n. 46, p. 92-95, 16 nov. 2016.)

Assinale a afirmação incorreta.

 

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