Um lactente de 14 meses, portador de encefalopatia epiléptica grave de etiologia
genética rara, apresenta atraso global do desenvolvimento, crises convulsivas refratárias, disfagia
grave com broncoaspiração recorrente e múltiplas internações por pneumonia. Evolui com
necessidade crescente de oxigenoterapia e episódios frequentes de desconforto respiratório. A equipe
assistente propõe inclusão formal em cuidados paliativos pediátricos. Durante reunião
multiprofissional, os pais solicitam “tudo o que for possível” em caso de nova insuficiência respiratória,
incluindo intubação orotraqueal e ventilação mecânica prolongada, alegando esperança em futuros
avanços terapêuticos. A equipe considera que tais medidas configurariam obstinação terapêutica. À
luz dos princípios éticos, legais e clínicos dos cuidados paliativos pediátricos, assinale a alternativa
correta.