Foram encontradas 50 questões.
Um lactente de 14 meses, portador de encefalopatia epiléptica grave de etiologia
genética rara, apresenta atraso global do desenvolvimento, crises convulsivas refratárias, disfagia
grave com broncoaspiração recorrente e múltiplas internações por pneumonia. Evolui com
necessidade crescente de oxigenoterapia e episódios frequentes de desconforto respiratório. A equipe
assistente propõe inclusão formal em cuidados paliativos pediátricos. Durante reunião
multiprofissional, os pais solicitam “tudo o que for possível” em caso de nova insuficiência respiratória,
incluindo intubação orotraqueal e ventilação mecânica prolongada, alegando esperança em futuros
avanços terapêuticos. A equipe considera que tais medidas configurariam obstinação terapêutica. À
luz dos princípios éticos, legais e clínicos dos cuidados paliativos pediátricos, assinale a alternativa
correta.
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Homem de 70 anos, com DPOC, insuficiência cardíaca avançada e doença renal
crônica estágio IV, é admitido na UTI por sepse de foco pulmonar. Evolui com necessidade de
ventilação mecânica invasiva e noradrenalina em dose crescente. Após 7 dias de UTI, mantém
disfunções orgânicas persistentes, sem perspectiva de reversão clínica significativa. Apresenta as
seguintes pontuações em avaliações da equipe: SOFA: 14, persistente por > 72 horas;
APACHE II: 32; PPS: 20% pré-internação; CAM-ICU positivo para delirium; CPOT: 6 durante aspiração
traqueal. A família relata que o paciente, antes da internação, expressava desejo de não permanecer
“ligado a aparelhos” sem chance de recuperação funcional. Considerando o papel dos cuidados
paliativos na UTI e a correta utilização das escalas de avaliação, assinale a alternativa correta.
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Paciente de 82 anos, com insuficiência cardíaca avançada (NYHA IV), demência
vascular moderada, múltiplas internações por congestão e perda funcional progressiva, vive com a
filha, que é sua cuidadora principal. Nas últimas semanas, apresenta anorexia marcada, dispneia em
repouso, agitação noturna e episódios de recusa alimentar. A filha está exausta, relata culpa por não
“conseguir fazer o pai comer” e insiste que a equipe “faça tudo” para reverter o quadro. Durante a
reunião familiar, emergem conflitos, descritos abaixo:
• O fisioterapeuta acredita que o foco deve ser em mobilidade passiva e prevenção de dor por imobilidade.
• A psicóloga identifica sofrimento intenso da filha, com risco de colapso emocional.
• A enfermeira aponta sinais de sobrecarga do cuidador e risco de erros no manejo medicamentoso.
• O cardiologista defende manter betabloqueador e IECA, apesar da hipotensão e piora funcional.
• A geriatra sugere revisão profunda de metas de cuidado e possível transição para cuidados de fim de vida.
A equipe solicita avaliação do especialista em Cuidados Paliativos para conduzir o processo. Considerando as melhores práticas em funcionamento de equipe multidisciplinar/interdisciplinar, assinale a alternativa correta.
• O fisioterapeuta acredita que o foco deve ser em mobilidade passiva e prevenção de dor por imobilidade.
• A psicóloga identifica sofrimento intenso da filha, com risco de colapso emocional.
• A enfermeira aponta sinais de sobrecarga do cuidador e risco de erros no manejo medicamentoso.
• O cardiologista defende manter betabloqueador e IECA, apesar da hipotensão e piora funcional.
• A geriatra sugere revisão profunda de metas de cuidado e possível transição para cuidados de fim de vida.
A equipe solicita avaliação do especialista em Cuidados Paliativos para conduzir o processo. Considerando as melhores práticas em funcionamento de equipe multidisciplinar/interdisciplinar, assinale a alternativa correta.
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Homem de 69 anos, com DPOC GOLD E, internações repetidas por exacerbações
(três no último ano), perda ponderal significativa, limitação funcional importante (marcha restrita ao
domicílio) e necessidade de oxigênio domiciliar contínuo. Nos últimos meses, apresenta fadiga intensa,
dispneia refratária, apesar de tratamento otimizado, e aumento progressivo da dependência nas
atividades cotidianas. O médico assistente questiona se é “o momento certo” para encaminhar o
paciente para cuidados paliativos mais estruturados. Ele deseja utilizar ferramentas de triagem para
embasar a decisão. Considerando os instrumentos mais utilizados para identificar pacientes que se
beneficiam de cuidados paliativos, assinale a alternativa correta.
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Paciente de 75 anos, portadora de câncer de ovário com carcinomatose peritoneal e
ascite moderada, em cuidados paliativos, relata constipação importante há 6 dias, sensação de “fezes
duras que não saem”, distensão abdominal e náuseas ocasionais. Refere pequeno escape de fezes
líquidas no dia anterior. Encontra-se em uso de morfina de liberação prolongada, ondansetrona regular
e suplementação oral de ferro. Ingesta hídrica reduzida e mobilidade limitada. Ao exame: abdome
distendido, timpanismo difuso, ruídos hidroaéreos presentes, sem defesa; toque retal revela presença
de fezes endurecidas em ampola. Considerando os mecanismos envolvidos na constipação em
cuidados paliativos e o manejo apropriado, qual é a conduta mais adequada?
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Mulher de 67 anos, com câncer de colo de útero metastático, apresenta dor pélvica
intensa, sangramento vaginal recorrente e episódios de urgência urinária e tenesmo retal. Já utiliza
opioides em doses otimizadas, mas mantém dor refratária. A tomografia mostra massa pélvica de
9 cm com invasão de paramétrios, contato com bexiga e reto e múltiplos linfonodos aumentados. A
paciente questiona se há “algo além de remédio” para melhorar os sintomas. Ela não é candidata a
tratamento modificador da doença, mas mantém performance ECOG 2. Considerando o papel da
radioterapia paliativa no controle sintomático de tumores avançados, assinale a alternativa correta.
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Paciente de 72 anos, portadora de metástases cerebrais múltiplas de câncer de
pulmão, em cuidados paliativos exclusivos, apresenta episódio súbito de rigidez tônica, seguida de
abalos clônicos generalizados por cerca de 90 segundos, com recuperação lenta e confusão pós-ictal
persistente. Nas últimas 48 horas vinha mais sonolenta, com ingesta oral mínima, hiponatremia leve
(Na 130 mEq/L) e insuficiência renal aguda (creatinina 2,0 mg/dL). Não utilizava anticonvulsivantes
previamente. Considerando o manejo de crises convulsivas em pacientes com doença avançada e foco
paliativo, qual é a conduta mais apropriada?
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Paciente de 72 anos, portadora de carcinoma de vesícula biliar localmente avançado,
com invasão do hilo hepático e acometimento do plexo periportal. Relata dor abdominal profunda no
hipocôndrio direito há semanas, de forte intensidade, mal localizada, associada a náuseas, perda de
apetite e episódios de sudorese. A dor irradia para dorso e epigástrio. Está em uso de metadona em
doses crescentes, com apenas alívio parcial. Refere piora da dor após refeições gordurosas e sensação
de pressão interna constante. Ao exame, há icterícia, hepatomegalia e dor leve à palpação profunda,
sem sinais de peritonite. Não há obstrução intestinal evidente. Considerando o mecanismo
predominante da dor visceral hepatobiliar e as intervenções mais adequadas em cuidados paliativos,
qual é a melhor conduta?
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Paciente de 71 anos, portador de câncer de pâncreas metastático, em cuidados
paliativos, apresenta náuseas persistentes há 5 dias e dois episódios de vômitos na manhã. Refere
que a náusea piora após comer, tem sensação constante de estômago cheio e arroto frequente. Nega
dor intensa, constipação grave ou vômitos em jato. Ao exame: abdome levemente distendido, com
ruídos hidroaéreos presentes, sem defesa. História relevante: uso recente de opioides e hipercalcemia
leve corrigida com hidratação. O médico suspeita de náusea relacionada à gastroparesia e lentificação
do esvaziamento gástrico, secundária ao próprio tumor e ao uso de opioide. Considerando o
mecanismo principal envolvido e seu tratamento apropriado, qual é a conduta mais adequada?
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Paciente de 63 anos, portador de câncer gástrico metastático, em cuidados paliativos,
relata há três semanas humor deprimido, perda de interesse em atividades, sentimentos de culpa por
“ser um peso”, além de insônia terminal. Também apresenta perda ponderal, astenia e redução da
ingestão, achados compatíveis com progressão da doença. Nega ideação suicida ativa. No exame,
está lúcido, orientado, sem delirium. Considerando o diagnóstico e o tratamento da depressão em
pacientes com doença avançada, qual é a conduta mais apropriada?
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