TEXTO PARA A QUESTÃO
“A documentação museológica se estrutura a partir do
conceito de documento. Ao contrário de Jesse Shera e Louis
Shores que restringem esta noção aos registros gráficos e
textuais produzidos intencionalmente com tal finalidade,
utilizaremos a definição de Paul Otlet (Smit, 2008), que
considera que um objeto também pode ser um documento,
na medida em que é deslocado de sua função ordinária e é
colocado em uma coleção museológica por ser considerado
um testemunho de um tempo e lugar. Desta forma, mesmo
que não tenha sido produzido com este propósito, um objeto
pode desempenhar a função de documento. Briet trabalha o
conceito de documento vinculado à existência de uma
evidência material. A autora sintetiza três aspectos
estruturantes para a caracterização de um documento:
(1) A materialidade: a noção de documento se aplica apenas a
sinais físicos;
(2) A intencionalidade: pretende- se que o objeto seja tratado
como evidência;
(3) O processamento: os objetos devem ter sido processados,
ou seja, devem ter sido tornados documentos (BRIET apud
LOUREIRO, 2008, p. 105).
Diante desta perspectiva, podemos observar que a
materialidade é condição fundamental para a existência de
um documento. É a partir do suporte material que são
desdobrados os potenciais simbólicos e informacionais de um
objeto.”
SILVA, Mariana Estellita Lins. A documentação museológica e os novos
paradigmas da arte contemporânea. Museologia & Interdisciplinaridade,
Brasília, v. 3, n. 5, 2014.
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