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Leia o trecho a seguir:
“No entanto, percebemos as obras de arte como uma categoria especial de documento. Diferentes dos objetos históricos, que são criados inicialmente para uma função utilitária e quando investidos de valor simbólico são afastados desta função original para se tornarem documento, podemos considerar que as obras de arte nascem como objetos estéticos. O objeto de arte é criado a fim de possibilitar a experiência estética, e essa função é mantida no ambiente do museu. Uma obra de arte no contexto museológico não passa a ser somente um objeto histórico ou um documento, mas continua sendo apresentada e fruída pelo público como objeto estético. Desta forma, o objeto artístico musealizado sobrepõe duas dimensões: a estética e a documental.”
SILVA, Mariana Estellita Lins. A documentação museológica e os novos paradigmas da arte contemporânea. Museologia & Interdisciplinaridade, Brasília, v. 3, n. 5, 2014.
Neste excerto a autora, Mariana Estellita, apresenta as relações entre obras de arte, documentos e coleções museológicas. De acordo com a autora, é correto afirmar:
“No entanto, percebemos as obras de arte como uma categoria especial de documento. Diferentes dos objetos históricos, que são criados inicialmente para uma função utilitária e quando investidos de valor simbólico são afastados desta função original para se tornarem documento, podemos considerar que as obras de arte nascem como objetos estéticos. O objeto de arte é criado a fim de possibilitar a experiência estética, e essa função é mantida no ambiente do museu. Uma obra de arte no contexto museológico não passa a ser somente um objeto histórico ou um documento, mas continua sendo apresentada e fruída pelo público como objeto estético. Desta forma, o objeto artístico musealizado sobrepõe duas dimensões: a estética e a documental.”
SILVA, Mariana Estellita Lins. A documentação museológica e os novos paradigmas da arte contemporânea. Museologia & Interdisciplinaridade, Brasília, v. 3, n. 5, 2014.
Neste excerto a autora, Mariana Estellita, apresenta as relações entre obras de arte, documentos e coleções museológicas. De acordo com a autora, é correto afirmar:
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Leia o trecho a seguir:
“Aqui há uma inversão do que poderíamos chamar obra de arte. Tradicionalmente, ela estava relacionada ao espaço e à materialidade; a delimitação física de um objeto fazia a separação da arte e da realidade. Para a estética relacional, essa relação é substituída, e a delimitação da obra de arte passa a ser uma duração momentânea. O que se considera obra não é mais o espaço físico a ser percorrido (mesmo que em alguns casos apenas com os olhos), mas se torna um tempo a ser vivenciado. Para o autor “[...] Já não se pode considerar a obra contemporânea como um espaço a ser percorrido [...]. Agora ela se apresenta como uma duração a ser experimentada, como uma abertura para a discussão ilimitada” (BOURRIAUD, 2009a, p. 20-21).
Esse tipo de linguagem, frequente na arte contemporânea, depende do trabalho da documentação para existir, ainda que somente enquanto memória ou informação de uma obra definitivamente acabada.
No entanto, quando a arte contemporânea desloca a lógica de produção e compreensão da obra de arte e se desvincula da materialidade, ela produz um impacto na documentação museológica, que está estruturada sobre uma lógica moderna, hierárquica e linear. É precisamente esta diferença entre a lógica moderna da documentação - que trabalha a noção de documento e de obra de arte a partir da materialidade do suporte - e a nova concepção de obra trazida pela arte contemporânea, que provoca uma desarticulação estrutural que pode dificultar o acesso à informação. Com relação às obras tradicionais, cujo processo de comunicação se dá através da contemplação visual, o sistema de documentação e recuperação da informação é funcional e está adequado a esta tipologia de acervo. No caso das obras de arte contemporânea, há demandas por novas estratégias de documentação museológica que viabilizem a permanência destas linguagens independente de sua materialidade.”
SILVA, Mariana Estellita Lins. A documentação museológica e os novos paradigmas da arte contemporânea. Museologia & Interdisciplinaridade, Brasília, v. 3, n. 5, 2014.
Considerando as reflexões sobre acervo, documentação e arte contemporânea nos excertos do texto, assinale a alternativa correta.
“Aqui há uma inversão do que poderíamos chamar obra de arte. Tradicionalmente, ela estava relacionada ao espaço e à materialidade; a delimitação física de um objeto fazia a separação da arte e da realidade. Para a estética relacional, essa relação é substituída, e a delimitação da obra de arte passa a ser uma duração momentânea. O que se considera obra não é mais o espaço físico a ser percorrido (mesmo que em alguns casos apenas com os olhos), mas se torna um tempo a ser vivenciado. Para o autor “[...] Já não se pode considerar a obra contemporânea como um espaço a ser percorrido [...]. Agora ela se apresenta como uma duração a ser experimentada, como uma abertura para a discussão ilimitada” (BOURRIAUD, 2009a, p. 20-21).
Esse tipo de linguagem, frequente na arte contemporânea, depende do trabalho da documentação para existir, ainda que somente enquanto memória ou informação de uma obra definitivamente acabada.
No entanto, quando a arte contemporânea desloca a lógica de produção e compreensão da obra de arte e se desvincula da materialidade, ela produz um impacto na documentação museológica, que está estruturada sobre uma lógica moderna, hierárquica e linear. É precisamente esta diferença entre a lógica moderna da documentação - que trabalha a noção de documento e de obra de arte a partir da materialidade do suporte - e a nova concepção de obra trazida pela arte contemporânea, que provoca uma desarticulação estrutural que pode dificultar o acesso à informação. Com relação às obras tradicionais, cujo processo de comunicação se dá através da contemplação visual, o sistema de documentação e recuperação da informação é funcional e está adequado a esta tipologia de acervo. No caso das obras de arte contemporânea, há demandas por novas estratégias de documentação museológica que viabilizem a permanência destas linguagens independente de sua materialidade.”
SILVA, Mariana Estellita Lins. A documentação museológica e os novos paradigmas da arte contemporânea. Museologia & Interdisciplinaridade, Brasília, v. 3, n. 5, 2014.
Considerando as reflexões sobre acervo, documentação e arte contemporânea nos excertos do texto, assinale a alternativa correta.
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TEXTO PARA A QUESTÃO
“Aqui pretende-se estabelecer um cruzamento entre os
seis instrumentos da documentação museológica, a saber:
livro tombo, arrolamento/inventário, identificação e
marcação do objeto e ficha de catalogação e sistemas de
informatização com as quatro práticas da cultura digital:
informacional, comunicacional, relacional e curatorial, com o
intuito de identificar possibilidades de atualização dos
procedimentos com o conceito de cada prática. Para tanto,
elaboramos o quadro 01 com o objetivo de apresentar em
perspectiva os diálogos possíveis para estimular os
profissionais e pesquisadores do campo museológico, mais
especificamente, aqueles interessados e comprometidos com
o desenvolvimento da documentação museológica e gestão
de acervos no que tange aos aspectos socioculturais, o uso das
tecnologias digitais e a web.”

A transformação da documentação
museológica pela perspectiva da cultura digital. Renata
Cardozo Padilha. MUSEOLOGIA & INTERDISCIPLINARIDADE Vol.
11, nº Especial, ago 2022.
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TEXTO PARA A QUESTÃO
“Aqui pretende-se estabelecer um cruzamento entre os
seis instrumentos da documentação museológica, a saber:
livro tombo, arrolamento/inventário, identificação e
marcação do objeto e ficha de catalogação e sistemas de
informatização com as quatro práticas da cultura digital:
informacional, comunicacional, relacional e curatorial, com o
intuito de identificar possibilidades de atualização dos
procedimentos com o conceito de cada prática. Para tanto,
elaboramos o quadro 01 com o objetivo de apresentar em
perspectiva os diálogos possíveis para estimular os
profissionais e pesquisadores do campo museológico, mais
especificamente, aqueles interessados e comprometidos com
o desenvolvimento da documentação museológica e gestão
de acervos no que tange aos aspectos socioculturais, o uso das
tecnologias digitais e a web.”

A transformação da documentação
museológica pela perspectiva da cultura digital. Renata
Cardozo Padilha. MUSEOLOGIA & INTERDISCIPLINARIDADE Vol.
11, nº Especial, ago 2022.
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TEXTO PARA A QUESTÃO
“A documentação museológica se estrutura a partir do
conceito de documento. Ao contrário de Jesse Shera e Louis
Shores que restringem esta noção aos registros gráficos e
textuais produzidos intencionalmente com tal finalidade,
utilizaremos a definição de Paul Otlet (Smit, 2008), que
considera que um objeto também pode ser um documento,
na medida em que é deslocado de sua função ordinária e é
colocado em uma coleção museológica por ser considerado
um testemunho de um tempo e lugar. Desta forma, mesmo
que não tenha sido produzido com este propósito, um objeto
pode desempenhar a função de documento. Briet trabalha o
conceito de documento vinculado à existência de uma
evidência material. A autora sintetiza três aspectos
estruturantes para a caracterização de um documento:
(1) A materialidade: a noção de documento se aplica apenas a
sinais físicos;
(2) A intencionalidade: pretende- se que o objeto seja tratado
como evidência;
(3) O processamento: os objetos devem ter sido processados,
ou seja, devem ter sido tornados documentos (BRIET apud
LOUREIRO, 2008, p. 105).
Diante desta perspectiva, podemos observar que a
materialidade é condição fundamental para a existência de
um documento. É a partir do suporte material que são
desdobrados os potenciais simbólicos e informacionais de um
objeto.”
SILVA, Mariana Estellita Lins. A documentação museológica e os novos
paradigmas da arte contemporânea. Museologia & Interdisciplinaridade,
Brasília, v. 3, n. 5, 2014.
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TEXTO PARA A QUESTÃO
“A documentação museológica se estrutura a partir do
conceito de documento. Ao contrário de Jesse Shera e Louis
Shores que restringem esta noção aos registros gráficos e
textuais produzidos intencionalmente com tal finalidade,
utilizaremos a definição de Paul Otlet (Smit, 2008), que
considera que um objeto também pode ser um documento,
na medida em que é deslocado de sua função ordinária e é
colocado em uma coleção museológica por ser considerado
um testemunho de um tempo e lugar. Desta forma, mesmo
que não tenha sido produzido com este propósito, um objeto
pode desempenhar a função de documento. Briet trabalha o
conceito de documento vinculado à existência de uma
evidência material. A autora sintetiza três aspectos
estruturantes para a caracterização de um documento:
(1) A materialidade: a noção de documento se aplica apenas a
sinais físicos;
(2) A intencionalidade: pretende- se que o objeto seja tratado
como evidência;
(3) O processamento: os objetos devem ter sido processados,
ou seja, devem ter sido tornados documentos (BRIET apud
LOUREIRO, 2008, p. 105).
Diante desta perspectiva, podemos observar que a
materialidade é condição fundamental para a existência de
um documento. É a partir do suporte material que são
desdobrados os potenciais simbólicos e informacionais de um
objeto.”
SILVA, Mariana Estellita Lins. A documentação museológica e os novos
paradigmas da arte contemporânea. Museologia & Interdisciplinaridade,
Brasília, v. 3, n. 5, 2014.
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TEXTO PARA A QUESTÃO
“Documentar é um ato de informação e conformação
porque é um ato de atribuição de valor. Só há documento
porque há a intenção de informar, de produzir conhecimento
sobre um determinado conjunto de bens culturais. Nesse
sentido, os documentos produzidos ao longo da atividade de
documentação museológica são instauradores do próprio
processo de musealização. Musealizar, portanto, também é
um ato de informação. Nas palavras dos autores, “[...] estas
instituições, ao criarem um corpus documental em papel,
criam um corpus patrimonial, na medida em que dão origem
a objetos patrimoniais que se tornam documentos históricos,
artísticos.” (GRIGOLETO; MARAÑON, 2009: 06)”
Museologia & Interdisciplinaridade. vol. 11, Especial. Dossiê: Perspectivas de
Documentação Museológica: Competências, Formações, Experiências e
Reflexões. Brasília: Unb, 2022.
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TEXTO PARA A QUESTÃO
“Documentar é um ato de informação e conformação
porque é um ato de atribuição de valor. Só há documento
porque há a intenção de informar, de produzir conhecimento
sobre um determinado conjunto de bens culturais. Nesse
sentido, os documentos produzidos ao longo da atividade de
documentação museológica são instauradores do próprio
processo de musealização. Musealizar, portanto, também é
um ato de informação. Nas palavras dos autores, “[...] estas
instituições, ao criarem um corpus documental em papel,
criam um corpus patrimonial, na medida em que dão origem
a objetos patrimoniais que se tornam documentos históricos,
artísticos.” (GRIGOLETO; MARAÑON, 2009: 06)”
Museologia & Interdisciplinaridade. vol. 11, Especial. Dossiê: Perspectivas de
Documentação Museológica: Competências, Formações, Experiências e
Reflexões. Brasília: Unb, 2022.
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TEXTO PARA A QUESTÃO
“Portanto, o objeto museológico possui caráter dual, que
diz respeito às suas características intrínsecas (físicas) e
extrínsecas (que ultrapassam a materialidade do objeto em
si). Isto torna a pesquisa extremamente necessária para a
recuperação e o processamento técnico das informações
sobre o acervo e é determinante para o estabelecimento dos
critérios de crescimento das coleções. Somente por meio da
pesquisa é que se torna possível explorar exaustivamente os
diferentes aspectos dos objetos, proporcionando a produção
e a difusão de conhecimento a partir deles e com eles. Isso
impede a fragmentação do seu sentido e o consequente
esvaziamento de seu valor de memória.
O reflexo direto da dualidade objetual é a necessidade de
o mesmo ser referenciado peça a peça nos instrumentos de
documentação museológica. Ou seja, cada peça deve ter seu
próprio registro e sua numeração individual. Em outras
palavras, cada objeto museológico deve ser considerado
único, pois sua origem (ou sua fonte) e procedência são
geralmente diversas.”
Associação Cultural de Amigos do Museu da Casa de Portinari
(Brodowski,SP) Documentação e conservação de acervos museológicos:
diretrizes/ACAM Portinari:[orientação]Governo de Estado de São
Paulo;textos Angelica Fabri.[et al.]; revisão de texto Josias A.Silva –
Brodowski: Associação Cultural de Amigos do Museu Casa de Portinari; São
Paulo: Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, 2010
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TEXTO PARA A QUESTÃO
“Portanto, o objeto museológico possui caráter dual, que
diz respeito às suas características intrínsecas (físicas) e
extrínsecas (que ultrapassam a materialidade do objeto em
si). Isto torna a pesquisa extremamente necessária para a
recuperação e o processamento técnico das informações
sobre o acervo e é determinante para o estabelecimento dos
critérios de crescimento das coleções. Somente por meio da
pesquisa é que se torna possível explorar exaustivamente os
diferentes aspectos dos objetos, proporcionando a produção
e a difusão de conhecimento a partir deles e com eles. Isso
impede a fragmentação do seu sentido e o consequente
esvaziamento de seu valor de memória.
O reflexo direto da dualidade objetual é a necessidade de
o mesmo ser referenciado peça a peça nos instrumentos de
documentação museológica. Ou seja, cada peça deve ter seu
próprio registro e sua numeração individual. Em outras
palavras, cada objeto museológico deve ser considerado
único, pois sua origem (ou sua fonte) e procedência são
geralmente diversas.”
Associação Cultural de Amigos do Museu da Casa de Portinari
(Brodowski,SP) Documentação e conservação de acervos museológicos:
diretrizes/ACAM Portinari:[orientação]Governo de Estado de São
Paulo;textos Angelica Fabri.[et al.]; revisão de texto Josias A.Silva –
Brodowski: Associação Cultural de Amigos do Museu Casa de Portinari; São
Paulo: Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, 2010
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