Mulher, 36 anos, previamente hígida, é trazida ao
pronto atendimento após apresentar um episódio
súbito de perda de consciência enquanto conversava
com colegas no trabalho. Testemunhas relatam que
ela caiu da cadeira, apresentou rigidez generalizada,
seguida de abalos tônico-clônicos, por aproximadamente dois minutos, com liberação de saliva espumosa e
leve mordedura de língua. Após o evento, permaneceu
confusa e sonolenta por cerca de 20 minutos. Na chegada
ao hospital, encontra-se mais desperta, porém desorientada no tempo, e com cefaleia intensa. Nega uso de drogas recreativas ou novos medicamentos. Refere apenas
uma infecção respiratória alta há cerca de uma semana.
Na avaliação inicial: PA: 128 x 82 mmHg; FC: 104 bpm;
temperatura: 37,8 ºC; glicemia capilar: 102 mg/dL. O
exame neurológico mostra lentificação psicomotora e
discreta dificuldade de nomeação, mas sem déficits motores localizados. Pupilas simétricas e reativas. Ausência
de sinais meníngeos. Foram realizados alguns exames iniciais no pronto atendimento: Sódio: 132 mEq/L; Potássio:
4,3 mEq/L; Magnésio: 1,7 mg/dL; Hemograma sem alterações relevantes. A tomografia de crânio sem contraste
não revelou hemorragia ou lesões expansivas. A paciente
permanece estável, porém ainda com leve sonolência e
sem novo episódio convulsivo.
Considerando o quadro e o momento atual do atendimento, qual é a próxima conduta apropriada?
Considerando o quadro e o momento atual do atendimento, qual é a próxima conduta apropriada?