Leia o texto.
Não é possível idear nada mais puro e harmonioso do que o perfil dessa estátua de moça.
Era alta e esbelta. Tinha um desses talhes flexíveis e lançados, que são hastes de lírio para o rosto gentil; porém na mesma delicadeza do porte esculpiam-se os contornos mais graciosos com firme nitidez das linhas e uma suavidade nos relevos.
Não era alva, também não era morena. Tinha sua tez a cor das pétalas de magnólia, quando vão desfalecendo ao beijo do sol. Mimosa cor de mulher, se a aveluda a pubescência juvenil, e a luz coa pelo fino tecido, e um sangue puro a escumilha de róseo matiz. A dela era assim.
Uma altivez de rainha cingia-lhe a fronte, como diadema cintilando na cabeça de um anjo. Havia em toda a sua pessoa um quer que fosse de sublime e excelso que a abstraía da terra. Contemplando-a naquele instante de enlevo, dir-se-ia que ela se preparava para a sua celeste ascensão.
José de Alencar – Diva. excerto adaptado
Leia a charge.

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Considere as afirmativas abaixo em relação a charge:
1. O termo “primavera”, nas duas vezes em que aparece, exerce a mesma função sintática, a saber: objeto direto do verbo “chegar”.
2. A personagem Mafalda, no último quadrinho, considerou sua primeira fala algo sem importância, ao ouvir a fala do idoso no segundo quadrinho.
3. Se o termo “primavera” do segundo quadrinho fosse substituído por “a esta linda estação”, a crase (em “a”) deveria ser suprimida.
4. Nas frases: “Graças a Deus” e “Ele vestia-se a Luiz XV” não ocorre crase pelo mesmo motivo, a saber: diante de palavra masculina.
5. Na frase do segundo quadrinho, sintaticamente o sujeito está oculto.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.