Eva e Pedro buscaram terapia de casal a fim de lidar com o conflito crescente envolvendo a questão de morarem juntos. Ele descreveu a busca por apartamento como “angustiante” e disse que durou meses, devido ao rígido horário de trabalho de Eva e à sua lista “interminável” de requisitos para o imóvel. Sem conseguir tomar uma decisão, resolveram dividir o apartamento dela. E Pedro concluiu: “ela venceu”. A mudança gerou conflito, com Eva rejeitando a empresa de mudanças e preferindo embalar e inventariar tudo sozinha, o que prolongou a tarefa de dois dias para uma semana. Uma vez instalados, Pedro reclamou das "regras malucas" de Eva sobre organização, como a disposição dos objetos e a proibição de misturar roupas. Além disso, ele notou a falta de espaço para seus pertences, já que Eva "nunca jogava nada fora” porque tinha "pavor de perder alguma coisa importante". A rotina de Eva agravava a tensão, pois ela chegava em casa tarde, após as 21h ou 22h, para "zerar" suas tarefas diárias. Pedro a via frequentemente organizando prateleiras ou livros em ordem alfabética com uma expressão séria, parecendo mais esforçada do que feliz. O distanciamento entre eles aumentava com o tempo. Eva negou sentir ansiedade ou consumir álcool, dizendo que não queria "perder o controle", e afirmou não ter histórico familiar de doenças mentais. Criada como filha única em um ambiente estável e sendo uma aluna acima da média, ela descreveu a experiência de dividir um quarto na faculdade como difícil, devido aos "estilos conflitantes", já que sua colega era "bagunceira" e ela acreditava que "as coisas devem se manter organizadas". Apesar de ser uma funcionária premiada, seus colegas e subordinados a viam como rígida, perfeccionista e excessivamente crítica. Durante a sessão, Eva foi cooperativa, ouvindo Pedro em silêncio e apenas interrompendo para contestar algumas vezes. Seu discurso estava normal, mas seu afeto era irritável. Ela não apresentava sinais de depressão, negou fobias específicas e nunca teve um ataque de pânico. Ao final, Eva admitiu: "sei que sou uma pessoa difícil, mas realmente quero que nosso relacionamento dê certo". Dentre as seguintes, a alternativa que melhor descreve os sintomas apresentados por Eva é: