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3707313 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: UNIFEI
Orgão: UNIFEI
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TEXTO A (para a questão)

Brasil terá novo ensino médio

Finalmente saiu. A tão debatida e aguardada reforma do ensino médio brasileiro está sendo anunciada agora, em Brasília. Será sacramentada por uma medida provisória, assinada pelo presidente Michel Temer. O texto subverte uma fórmula que leva ao fracasso e, seguido à risca, pode resgatar o Brasil das últimas posições que já se habituou a ocupar nos rankings que comparam jovens estudantes do mundo inteiro. Passa a vigorar imediatamente, mas as redes de ensino e escolas precisarão de tempo para se adaptar. Em 2018, a expectativa é de que já estará tudo diferente.

Primeiro e decisivo ponto positivo: a flexibilização. Hoje, 100% dos jovens fazem o mesmíssimo percurso durante os três anos do ciclo médio. São treze disciplinas obrigatórias ensinadas com idêntica profundidade – ou superficialidade – a estudantes de interesses e capacidades distintas. De acordo com a MP, a grade deixa de ser engessada, permitindo ao aluno escolher a metade das matérias que irá cursar. Isso dentro de cinco áreas mestras: linguagens, matemática, ciências humanas, ciências da natureza e formação técnica profissionalizante.

A outra metade do currículo seguirá igual para todos. O que entra e sai da grade ainda está por definir, provavelmente até janeiro, dentro da Base Nacional Curricular. Mas que vão se enxugar conteúdos não há dúvida. [...]

Segundo e também decisivo ponto da MP: um dos trajetos possíveis ao longo do ensino médio será o curso técnico. Esses estudantes, é bom esclarecer, também cumprirão a ala obrigatória de disciplinas. O impulso para o ensino técnico é mais do que bem-vindo. Modalidade ainda vista no Brasil como de segunda classe, já produziu resultados espetaculares em países como Coreia do Sul, Suíça e Alemanha. Braços especialmente talhados para certos ofícios funcionam como mola para a economia. [...]

RITTO, Cecília. Brasil terá novo ensino médio. Disponível em: <http://veja.abril.com.br/educacao/brasil-tera-novo-ensino-medio/> Veja.com, 22/09/16. Acesso em: 2 nov. 2016.

Pode-se fazer referência a elementos do texto por meio da anáfora e da catáfora. Como afirma Ingedore Villaça Koch, na obra A coesão textual, “se o referente precede o item coesivo, tem-se a anáfora; se vem após ele, tem-se a catáfora”. Com base nessa explicação, pode-se afirmar que a palavra “modalidade”, no último parágrafo do texto, se refere:

 

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