Homem de 62 anos, portador de linfoma difuso de
grandes células B, iniciou seu primeiro ciclo de quimioterapia há 36 horas. Ele chega ao pronto atendimento por
apresentar náuseas intensas, vômitos, dor abdominal
difusa e sensação de fraqueza generalizada. Relata que,
desde a noite anterior, urinou pouco, apesar de estar
tentando manter boa hidratação oral, conforme recomendado pelo oncologista. No exame físico: Estado geral: cansado, mas orientado; PA: 104 x 66 mmHg; FC: 112 bpm;
FR: 22 irpm; SpO2: 96% em ar ambiente. Sem sinais de
congestão pulmonar. Abdome levemente doloroso, sem
peritonismo. Extremidades perfundidas, sem edema, e
sem sinais de desidratação grave. Os exames laboratoriais mostram: Potássio: 6,3 mEq/L; Fósforo: 6,8 mg/dL;
Cálcio: 7,1 mg/dL; Ácido úrico: 12,7 mg/dL; Creatinina:
2,1 mg/dL (basal 1,0 mg/dL); DHL: 2.100 U/L; ECG:
ondas T apiculadas difusas. A oncologia já havia prescrito hidratação endovenosa, nas primeiras 24 horas após
a quimioterapia, com adesão parcial. O paciente encontra-se hemodinamicamente estável, porém com clara
piora da função renal e distúrbios metabólicos graves.
Considerando o quadro clínico e laboratorial, qual é a conduta prioritária apropriada nesse momento, além da administração de gluconato de cálcio?
Considerando o quadro clínico e laboratorial, qual é a conduta prioritária apropriada nesse momento, além da administração de gluconato de cálcio?