Leia o texto a seguir para responder à questão.
Furto de flor
Furtei uma flor daquele jardim. O
porteiro do edifício cochilava e eu furtei a flor.
Trouxe-a para casa e coloquei-a no copo com
água. Logo senti que ela não estava feliz. O copo
destina-se a beber, e flor não é para ser bebida.
Passei-a para o vaso, e notei que ela me
agradecia, revelando melhor sua delicada
composição. Quantas novidades há numa flor, se
a contemplarmos bem. Sendo autor do furto, eu
assumira a obrigação de conservá-la. Renovei a
água do vaso, mas a flor empalidecia. Temi por
sua vida. Não adiantava restituí-la ao jardim.
Nem apelar para o médico das flores. Eu a
furtara, eu a via morrer.
Já murcha, e com a cor particular da
morte, peguei-a docemente e fui depositá-la no
jardim onde desabrochara. O porteiro estava
atento e repreendeu-me:
– Que ideia a sua, vir jogar lixo de sua
casa neste jardim!
Andrade, C. D. Contos plausíveis. Rio de
Janeiro, José Olympio, 1985. p. 80.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Assistente Social
50 Questões
Enfermeiro
50 Questões
Farmacêutico
50 Questões
Fisioterapeuta
50 Questões
Médico
50 Questões
Médico do Trabalho
50 Questões
Nutricionista
50 Questões
Psicólogo
50 Questões