A pesquisa do Instituto Marielle Franco, intitulada “Regime de Ameaça: Violência Política de Gênero e Raça no
Âmbito Digital”, revela que a violência política digital não é pontual, mas sistêmica e coordenada. Entre os
casos mapeados, 71% das ameaças envolveram morte ou estupro, e 63% das ameaças de morte faziam
referência direta ao assassinato de Marielle Franco, revelando um padrão simbólico e violento que transforma
esse feminicídio político em advertência às mulheres negras que ousam disputar o poder. Diante dessa
realidade, foi homologada lei que tipifica o crime de violência política de gênero, que busca contribuir para
mudar o seguinte quadro brasileiro: