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Analise o texto abaixo:

Meu avô foi um belo retrato do malando carioca

Este texto é sobre ninguém. Meu avô não foi ninguém. No entanto, que grande homem ele foi para mim. Meu pai era severo e triste, mal o via. Chegava de aviões de guerra e nem olhava. Meu avô não. Me pegava pela mão e me levava para o Jockey, para ver os cavalinhos. Foi uma figura masculina carinhosa em minha vida. […]

Ele me levava ao Maracanã, ele me levava em seu ombro para ver a estrela de néon da cervejaria Black Princess (até hoje me brilha esta supernova na alma), ele, uma vez, deixou-me ver um morto na calçada, navalhado no peito (“Parecia fita do Vasco da Gama”, ele disse) – não me escondeu a tragédia. Me ensinou tudo errado e me salvou. […]

Velho gagá, deu para dizer coisas profundíssimas. Uma vez, já nos anos 70, celebrei para ele as maravilhas lisérgicas do LSD que eu tomara. […] comentou: “Cuidado, Arnaldinho, pois nada é só bom…” Outra vez, vendo passar um ripongão sujo, “bicho-grilo brabo”, comentou: “Olha lá. Um sujeito fingindo de mendigo para esconder que realmente é!…” […]

Meu avô não era ninguém. Mas nunca houve ninguém como ele.

JABOR, Arnaldo. Amor é prosa, sexo é poesia. Rio de Janeiro: Objetiva, 2004, p. 23-27. (Adaptado)

Arnaldo Jabor inicia a crônica dizendo que seu avô não era ninguém, mas, no entanto, foi um grande homem para ele.

Ao longo do texto, o autor justifica suas afirmações iniciais apresentando como o avô marcou a sua vida:

 

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