Nas últimas décadas, parte da historiografia
passou a se interessar de modo mais atento pelas
formas pelas quais a violência histórica se inscreve nos
corpos e afeta a experiência dos sujeitos em situaçõeslimite. Nesse horizonte interpretativo, o texto “O
corpo e o campo de concentração”, de Annette
Becker, propõe uma leitura do universo
concentracionário que não dissocia a vivência
corporal das estruturas políticas e institucionais que
organizam o sistema dos campos (BECKER, 2008).
Ao analisar a experiência concentracionária, Becker
evidencia como a organização administrativa, militar
e normativa dos campos produziu um tipo específico
de experiência histórica, na qual o corpo se torna alvo
privilegiado de dispositivos de poder voltados à degradação, ao controle e à destruição progressiva do
sujeito (BECKER, 2008).
Considerando essa abordagem, assinale a alternativa que melhor expressa a interpretação da autora sobre a relação entre corpo, poder e experiência histórica.
Considerando essa abordagem, assinale a alternativa que melhor expressa a interpretação da autora sobre a relação entre corpo, poder e experiência histórica.