Leia o excerto a seguir para responder à questão.
Por que o tempo voa: uma investigação
sobretudo científica
Pensamos constantemente no tempo: avaliamos sua
duração, consideramos o ontem e o amanhã, distinguimos
o antes do depois. Habitamos no tempo e sobre ele, antecipando, lembrando, observando sua passagem. Em geral
essas experiências são conscientes e, até onde podemos
afirmar, exclusivas de nossa espécie. Mas, por baixo da
superfície, sem que se pense nisso, infundindo toda vida e
retroagindo a 4 bilhões de anos, está o ciclo circadiano, o
tempo que se mede em dias.
Para um fenômeno biológico, ele é notavelmente mecânico em sua confiabilidade, e nas últimas duas décadas
cientistas deram largos passos delineando seus fundamentos
genéticos e bioquímicos. De todos os relógios que existem
em nós, o relógio circadiano é de longe o mais compreendido.
Se a exploração científica do tempo humano fosse mapeada
como uma jornada física, começaria em terra firme e à luz
do dia, com nosso conhecimento dos ritmos circadianos, e
baixaria para uma pantanosa obscuridade.
Ritmos circadianos são comumente associados ao ciclo
sono-vigília de alguém. Mas esse é um indicador enganoso:
embora seus padrões de sono sejam influenciados por seu
relógio circadiano, eles também são sujeitos ao controle da
consciência. Você pode optar por ir cedo para a cama e se
levantar cedo; viver como uma coruja, dormindo de dia e
ficando desperto à noite; ou mesmo dispensar o sono por
dias a fio. Não se passa por cima do relógio circadiano com
tanta facilidade; se fosse assim, ele não seria digno de consideração.
(Alan Burdick, Por que o tempo voa: uma investigação
sobretudo científica. Adaptado)
• “Mas, por baixo da superfície, sem que se pense nisso, infundindo toda vida e retroagindo a 4 bilhões de anos, está o ciclo circadiano, o tempo que se mede em dias.” (1° parágrafo)
O trecho destacado pode ser substituído, sem alteração do sentido original, por: