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3941005 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: IBPTEC
Orgão: Pref. São Sebastião Passé-BA

TEXTO I

O desejo de aparecer nas redes sociais

Atualmente existe um grande desejo de aparecer nas redes sociais, mas será que somos tão felizes quanto mostramos em nossos perfis? Essa questão surge do conceito de “felicidade”, talvez fictício, mostrado continuamente nas redes. Se navegarmos em qualquer rede social, encontraremos posts de conhecidos viajando pelo mundo cheios de sorrisos, ou talvez uma foto daquele amigo – com quem não conversamos há semanas – com sua namorada, extremamente felizes e apaixonados como se tivessem saído de um filme. De acordo com o Estudo Anual de Redes Sociais elaborado pelo IAB da Espanha, passamos aproximadamente 37 horas conectados por semana, cerca de 22% do nosso tempo.

Por esse motivo, de acordo com o estudo da IAB, nossa vida social está muito ligada às plataformas sociais da Internet. Portanto, não é de surpreender que usemos essa ferramenta para enviar mensagens para as pessoas ao nosso redor. Em resumo, estamos interconectados à Internet e às redes sociais, e elas fazem parte do nosso dia a dia. Por isso, é importante nos perguntarmos: que parte da realidade mostramos nas redes sociais?

Por exemplo, obtemos uma sensação de bem-estar quando publicamos uma “selfie” e recebemos muitos likes e comentários lisonjeiros. Afinal, quem não gosta de elogios? É daí que surge a atitude de adotar certos costumes ou atividades com o objetivo de querer aparecer ou causar uma boa impressão nos outros, principalmente nas redes sociais. O psicólogo José Elías, presidente da Associação Espanhola de Hipnose, fala sobre “a adoção de certos hábitos, gestos e atitudes que buscam projetar uma boa imagem (uma imagem que receba reconhecimento positivo), para demonstrar aos demais que somos felizes, embora isso nem sempre seja verdade ou não estejamos convencidos disso”.

Segundo um estudo da Universidade da Califórnia, o humor das pessoas é modificado e condicionado pelas postagens que elas veem nas redes sociais. O mesmo estudo garante que “o conteúdo publicado procura transmitir uma imagem de ‘felicidade contagiosa'”. Segundo o estudo, perceber a alegria e o bem-estar dos outros nos leva a querer chegar a esse estado, e por isso nos estimula a publicar conteúdos semelhantes, produzindo o efeito de “felicidade contagiosa”.

Yolanda Pérez, doutora em psicologia, diz que “Tem de tudo. Pessoas que mostram a verdade, algo mais irreal e até pessoas que exibem a verdade até a metade; estes últimos são os mais comuns”. Além disso, a autora acrescenta: “Mostramos como somos bonitos, como somos simpáticos e sorridentes em um instante, mas essas fotos que são reais não mostram a nossa realidade, apenas parte dela, porque o dia tem 24 horas e é impossível sorrir por tanto tempo”.

Em resumo, é claro que nem tudo que vemos nas redes é um reflexo da realidade. A aparência nas redes sociais, como explicamos, é relativa. Portanto, não devemos cair no erro de pensar que existem pessoas que vivem 24 horas por dia em um estado de bem-estar máximo: todos nós temos momentos de crise, tristeza e angústia. Ter dias ruins faz parte da vida e nos faz valorizar ainda mais os bons momentos. Em suma, ninguém tem uma vida absolutamente perfeita.

Disponível em: https://amenteemaravilhosa.com.br/aparecer-nasredes-sociais/.

Assinale a alternativa que apresenta erro de concordância.
 

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