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3711356 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: FGV
Orgão: SEDUC-MT
Leia o texto a seguir para responder à questão.
O professor Tirésias decidiu trabalhar com seus estudantes da 2ª Série do Ensino Médio a questão do preconceito linguístico. Para introduzir a questão, selecionou o seguinte texto:
“As pessoas sem instrução falam tudo errado”: trata-se de outra afirmação preconceituosa bastante difundida. O preconceito linguístico se baseia na crença de que só existe uma única língua portuguesa digna deste nome e que seria a língua ensinada nas escolas, explicada nas gramáticas e catalogada nos dicionários. Qualquer manifestação linguística que escape desse triângulo escola-gramática-dicionário é considerada, sob a ótica do preconceito linguístico, “errada, feia, estropiada, rudimentar, deficiente”, e não é raro a gente ouvir que “isso não é português”.
BAGNO, Marcos. Preconceito linguístico. São Paulo: Parábola Editorial, 2015. Adaptado.
Em seguida à discussão proposta, para exemplificar o fato de que a norma-padrão não corresponde integralmente às variedades linguísticas de prestígio (ou seja, àquelas variedades faladas pelos chamados usuários cultos), o professor Tirésias selecionou a seção inicial do poema “Niani” de Machado de Assis:

Contam-se histórias antigas
Pelas terras de além-mar,
De moças e de princesas,
Que amor fazia matar.

Mas amor que entranha n’alma
E a vida soe acabar,
Amor é de todo o clima,
Bem como a luz, como o ar.

Morrem dele nas florestas
Aonde habita o jaguar,
Nas margens dos grandes rios
Que levam troncos ao mar.

Agora direi um caso
De muito penalizar,
Tão triste como os que contam
Pelas terras de além-mar.

ASSIS, Machado de. A poesia completa. São Paulo: Edusp/Nankin, 2009.

O trecho do poema que poderia ser utilizado por Tirésias para ilustrar a mencionada não correspondência integral entre norma-padrão e variedades linguísticas de prestígio seria:
 

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