Leia o texto a seguir:
A natureza da narrativa sobre Brecha Digital (digital divide) não escapa dos fenômenos de conotação e mitificação que, de modo planejado ou não, espalham epistemologias e ideologias. Durante a passagem do século XX para XXI, essa narrativa tornou-se uma forma de “poder suave” (soft power) que caracteriza uma nova forma de colonialismo: o colonialismo eletrônico e cultural. As tecnologias de informação e comunicação (TIC) foram adicionadas ao pacote de ferramentas que mantém o sistema global alinhado dentro de uma estrutura de dependência entre os países que são seu “Centro” econômico e tecnológico, liderados pelos EUA, e regiões como a América Latina, que são parte da “Periferia”.
(Cristian Berrío-Zapata e Ricardo Cesar Gonçalves Sant’Ana. Exclusão
digital: discurso e poder sobre a tecnologia da informação, 2017. Adaptado)
A partir do excerto de Berrío-Zapata e Sant’Ana, a noção de participação democrática associada às TIC, frente ao conceito de Brecha Digital, indica, nas Humanidades Digitais, a