O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Por que os alienígenas provavelmente existem —
mas não vão nos visitar tão cedo
Olhe para o céu à noite, pontilhado de aglomerados de
estrelas e se pergunte: estamos realmente sozinhos em
um universo tão vasto para ser compreendido
completamente?
Provavelmente não. A Terra é um ponto minúsculo em
um mar gigante de bilhões de outros pontos. Como
poderíamos ser a única forma de vida nesta ou em
qualquer outra vizinhança cósmica?
O que sabemos sobre a vida fora do ambiente
perfeitamente regulado que é a Terra?
Muitos especialistas dizem que, mesmo sem evidências
sólidas sobre a existência de alienígenas, temos que
concluir que eles existem.
Os cientistas estão constantemente descobrindo
planetas orbitando essas estrelas, também conhecidos
como exoplanetas.
"Estamos bastante convencidos de que existe vida lá
fora", disse a cientista do espaço Maggie Aderin-Pocock.
"É puramente uma questão de números. É
probabilidade."
A tecnologia que temos hoje nos permite examinar esses
exoplanetas em detalhes.
Cientistas conseguem ver a composição química desses
corpos celestiais que orbitam as estrelas usando
telescópios poderosos para analisar a composição
química da luz estelar que os atravessa. Isso é chamado
de espectroscopia.
O importante é encontrar uma composição química
semelhante à composição da Terra — o que significaria
que existe, em algum lugar, talvez a milhares de anos-luz
de distância, um ambiente capaz de sustentar uma forma
de vida parecida com a nossa.
Os sinais são encorajadores. "Nós conhecemos
centenas de planetas potencialmente habitáveis", afirma
Tim O'Brien, professor de Astrofísica da Universidade de
Manchester.
"É quase certo que, dentro da próxima década, ou
próximo disso, iremos descobrir um planeta que talvez
até mostre indícios potenciais de vida."
Mais evidências têm sido encontradas aqui na Terra.
Organismos vivos foram descobertos em locais antes
considerados muito hostis para abrigar qualquer forma
de vida — sem acesso à luz solar ou ao calor, por
exemplo, nas fossas mais profundas dos nossos
oceanos.
No passado, acreditava-se que a vida só poderia existir
em um planeta que estivesse a uma certa distância de
sua estrela local (devido aos níveis de radiação).
Encontrar vida na Terra prosperando em lugares onde
não era considerado possível abriu os olhos dos
cientistas para a possibilidade de que luas — e não
apenas planetas — possam ser capazes de sustentar
vida.
Isso não significa que elas abrigariam os estereotipados
seres verdes alienígenas do imaginário popular, apenas
que a vida lá é possível.
Especialistas alertam que embora haja chances bem
altas de existir vida lá fora, é difícil — talvez impossível
—, hoje, saber se é uma vida inteligente.
"Durante grande parte da história da vida na Terra, a
vida era muito simples. Na verdade, foram bilhões de
anos de vida bacteriana", explica O'Brien.
E foi uma série de eventos que levou ao
desenvolvimento da vida multicelular no nosso planeta.
Para que uma vida alienígena faça contato, ela precisa
ser fisicamente e tecnologicamente avançada.
Visitantes esperados?
Se não estamos sozinhos, isso significa que devemos
esperar a visita de uma vida alienígena? É complicado.
É difícil acreditar que nenhuma forma de vida jamais
tenha chegado ao ponto de poder viajar por distâncias
interestelares. Então, até onde sabemos, por que isso
ainda não aconteceu?
"Nosso maior problema é que temos apenas um exemplo
de vida, e essa vida é a vida neste planeta", diz
Aderin-Pocock.
Mas isso provavelmente não é um modelo para outros
lugares no universo.
"Se você vive perto de uma estrela que é muito ativa,
você pode viver abaixo do solo... isso não significa que
não haja vida inteligente lá fora, mas você pode não ter
formas de transmissão porque vive abaixo da superfície."
Ou poderia simplesmente ser o fato de não falarmos a
mesma língua, cientificamente, é claro.
"Nos acostumamos a usar radiotelescópios para detectar
sinais de civilizações extraterrestres desde 1960", diz
O'Brien.
Contudo, há tantas maneiras diferentes pelas quais uma
forma de vida poderia enviar sinais, que nunca
poderíamos ouvir algo de volta.
E mesmo que estejamos na mesma sintonia que outra
vida no universo, poderia levar milhares de anos para as
mensagens serem transmitidas e então respondidas,
diante das grandes distâncias envolvidas.
Por meio de um novo projeto chamado Breakthrough
Listen, da Universidade da Califórnia, cientistas estão
buscando um milhões das estrelas mais próximas na
esperança de se comunicar com algo que seja capaz de
enviar mensagens de volta à Terra.
Eles também estão observando estrelas que estão no
centro da Via Láctea, a 25 mil anos-luz de distância.
Isso significa que uma mensagem enviada por uma
dessas estrelas precisaria viajar por aproximadamente
25 mil anos antes de nos alcançar.
Então, se há vida alienígena lá fora, pode levar milhares
de anos até que tenhamos alguma notícia.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/c36j38r7gexo
(__)No trecho 'Olhe para o céu à noite, pontilhado de aglomerados de estrelas...', os vocábulos 'olhe' e 'para' apresentam quantidades diferentes de fonemas, embora possuam o mesmo número de letras. Já o vocábulo 'pontilhado' contém um dígrafo vocálico e um dígrafo consonantal.
(__)No trecho 'O que sabemos sobre a vida fora do ambiente perfeitamente regulado que é a Terra?', o vocábulo 'sabemos' apresenta um dígrafo vocálico, enquanto 'ambiente' apresenta dois.
(__)No trecho 'Contudo, há tantas maneiras diferentes pelas quais uma forma de vida poderia enviar sinais, que nunca poderíamos ouvir algo de volta', os vocábulos 'quais' e 'que' apresentam dígrafo consonantal, em que uma consoante e uma vogal representam o som de apenas uma consoante.
(__)No trecho 'É quase certo que, dentro da próxima década, ou próximo disso, iremos descobrir um planeta que talvez até mostre indícios potenciais de vida', os vocábulos 'quase' e 'certo' apresentam o mesmo número de letras e fonemas.
A sequência que preenche corretamente os itens acima, de cima para baixo, é: