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Inteligência Artificial e seu papel social
Por Moisés Nascimento
Publicado em 24/07/2023
A Inteligência Artificial (IA) tem conquistado as manchetes do mundo todo nos últimos meses e vem sendo destacada como uma das tecnologias mais promissoras das últimas décadas, com potencial de rápido crescimento e possibilidade de mudar radicalmente a forma como vivemos e trabalhamos. No Brasil e no mundo, a IA tem gerado uma expectativa de transformação que pode impactar indústrias inteiras, impulsionar a economia global e melhorar a qualidade de vida das pessoas.[...]
O recente surgimento de novas ferramentas popularizou ainda mais essa tecnologia, mas as principais empresas do mundo já vêm desfrutando de aplicações baseadas em Inteligência Artificial há alguns anos para oferecer soluções mais customizadas para seus clientes e aumentar a eficiência em suas operações. Segundo dados da Gartner, até 2025, cerca de 30% dos novos medicamentos poderão ser descobertos sistematicamente com a utilização de técnicas de IA generativa – aquelas capazes de criar conteúdo a partir de algoritmos e análise de dados –, exemplificando o potencial que a tecnologia possui para aprimorar o setor farmacêutico.
No entanto, para além da eficiência no âmbito corporativo, a Inteligência Artificial também tem se mostrado uma ferramenta poderosa para lidar com desafios sociais em todo o mundo. Em um recente artigo escrito por Bill Gates, ele descreve o surgimento da IA como algo tão marcante quanto a criação de outras grandes revoluções tecnológicas, como o microprocessador, o computador pessoal, a internet e o celular.
Neste contexto, existe uma questão delicada que não pode ficar de fora da pauta: a importância de assegurarmos que a IA evolua de forma ética e responsável, para evitar a ampliação de vieses inconscientes e estereótipos já existentes na sociedade, especialmente os raciais e sociais. Os vieses inconscientes são preconceitos que podem estar presentes nos dados utilizados para treinar uma ferramenta de IA, o que pode levar a resultados discriminatórios.
Para que a IA seja realmente capaz de contribuir com a solução desses problemas, é preciso que as ferramentas sejam treinadas de forma a levar em conta a diversidade e as particularidades da população, além de garantir que as ferramentas não reproduzam preconceitos e vieses presentes na sociedade, mas sim que promovam a igualdade e a inclusão.
Existem muitos exemplos de vieses identificados nos últimos anos, como no caso de uma série de carros autônomos dos Estados Unidos que foram treinados para identificar com mais acurácia pedestres que possuem a pele clara. Ou o de um jovem negro brasileiro que precisou provar sua inocência três vezes na justiça após ter sido acusado por conta de erros apontados por ferramentas de reconhecimento facial.[...]
É fundamental que a discussão sobre o uso da IA de fato aconteça, levando em conta questões sociais, e que seja feita de forma ampla e participativa, envolvendo a sociedade civil, o governo, o setor privado e a academia. Não podemos nos esquecer que essa pode ser uma ferramenta muito valiosa para a construção de um futuro mais inclusivo e com mais oportunidades. Para isso, é fundamental que ela seja usada de forma responsável, transparente e ética, sem violar os direitos fundamentais das pessoas.
Disponível em: https://www.hojeemdia.com.br/opiniao/opiniao/inteligencia-artificial-e-seu-papel-social-1.970954
Acesso em: 23/05/2025 [adaptado]
O texto cita dados da Gartner prevendo que, até 2025, cerca de 30% dos novos medicamentos poderão ser descobertos com auxílio de IA generativa. Essa informação tem a função de:
 

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