Paciente de 75 anos, portadora de câncer de ovário com carcinomatose peritoneal e
ascite moderada, em cuidados paliativos, relata constipação importante há 6 dias, sensação de “fezes
duras que não saem”, distensão abdominal e náuseas ocasionais. Refere pequeno escape de fezes
líquidas no dia anterior. Encontra-se em uso de morfina de liberação prolongada, ondansetrona regular
e suplementação oral de ferro. Ingesta hídrica reduzida e mobilidade limitada. Ao exame: abdome
distendido, timpanismo difuso, ruídos hidroaéreos presentes, sem defesa; toque retal revela presença
de fezes endurecidas em ampola. Considerando os mecanismos envolvidos na constipação em
cuidados paliativos e o manejo apropriado, qual é a conduta mais adequada?