Homem, 67 anos, com histórico de adenocarcinoma de
próstata, tratado há três anos, e doença óssea metastática conhecida, procura o pronto atendimento relatando
dor lombar progressiva nos últimos dez dias. Descreve
a dor como profunda, constante e que piora ao se deitar, acordando-o várias vezes durante a madrugada.
Nas últimas 48 horas, notou dificuldade crescente para
caminhar e sensação de fraqueza nas pernas, especialmente ao tentar subir degraus. Menciona ainda episódios
de formigamento em ambas as coxas e dificuldade para
controlar a micção desde a manhã do atendimento. No
exame físico, apresenta marcha instável e fraqueza grau
4 na extensão dos joelhos, além de dorsiflexão dos pés.
A sensibilidade tátil está diminuída na face anterior das
coxas, e há hiperreflexia patelar bilateral. O toque retal
mostra tônus esfincteriano reduzido. Pulsos periféricos
presentes e simétricos. Sem febre ou sinais de infecção
sistêmica. Os exames laboratoriais iniciais mostram
função renal preservada, hemograma sem alterações
relevantes e cálcio discretamente elevado (10,8 mg/dL).
A radiografia simples da coluna lombar evidencia colapso
parcial do corpo vertebral de L2.
Diante desse quadro clínico, qual a intervenção inicial apropriada enquanto se aguarda exame avançado de imagem?
Diante desse quadro clínico, qual a intervenção inicial apropriada enquanto se aguarda exame avançado de imagem?