Um homem de 46 anos, sem doenças conhecidas, é
trazido pelo resgate após tentar conter um incêndio
doméstico. Ao entrar no ambiente fechado para retirar
um familiar, permaneceu exposto à chama direta e
grande quantidade de fumaça por aproximadamente
cinco minutos. Na chegada ao pronto atendimento, está
consciente, porém agitado e com queixas de dor intensa
no tórax e nos membros superiores. A pele do tórax
anterior apresenta áreas extensas com aspecto esbranquiçado e perda de sensibilidade ao toque, intercaladas
com regiões de eritema e bolhas rotas. Os antebraços
mostram áreas circulares de escurecimento e rigidez,
com pulsos radiais palpáveis, porém diminuídos em
comparação ao membro inferior. Há fuligem ao redor da
boca e no interior das narinas, além de ela apresentar
rouquidão desde o momento do acidente. Sinais vitais:
PA: 118 x 72 mmHg; FC: 128 bpm; FR: 28 irpm; SpO2:
92% em O2
por cateter nasal. Ele apresenta respiração
ruidosa, com esforço evidente, e relata sensação de
“aperto na garganta”. Não há outras lesões traumáticas
evidentes. A equipe prepara acesso venoso periférico e
mede pressão no compartimento do antebraço, encontrada discretamente elevada, porém sem sinais imediatos
de síndrome compartimental instalada. A oximetria de
pulso mostra oscilação entre 88% e 92%, sem melhora
consistente com aumento do fluxo de oxigênio no cateter.
De acordo com o quadro descrito, qual é a intervenção prioritária nesse momento?
De acordo com o quadro descrito, qual é a intervenção prioritária nesse momento?