A Fenomenologia parte do postulado de que toda consciência é sempre consciência de algo. Nessa relação
entre a consciência e aquilo que ela não é, ou seja, o objeto ao qual ela se direciona, emerge o sujeito da
consciência. Esse sujeito tem a sua identidade configurada nessa relação e por essa relação ele consegue
apreender o sentido da sua compreensão intelectiva: ele pensa (cogito) porque algo (aquilo que é) é sempre o
que é pensado; o pensamento não é vazio do objeto pensado, nem é esvaziado do próprio sujeito que pensa.
A irrefutabilidade da existência de um subjectum é central no pensamento fenomenológico, e ela difere das
filosofias modernas do sujeito justamente pela posição que assume. É sobre essa posição do sujeito que pensa
frente ao objeto e o que dele pode ser compreendido que a Fenomenologia desenvolve a sua filosofia da