Um homem de 62 anos, tabagista de longa data, é
encaminhado para avaliação hematológica devido a
achados de eritrocitose em exames de rotina. Ele relata
cefaleia ocasional e prurido aquagênico. Ao exame,
apresenta-se com pletora facial e esplenomegalia
palpável a 4 cm do rebordo costal esquerdo.
Hemograma: Hb 19,2 g/dL, Ht 58%, leucócitos 14.500/µL
(com neutrofilia e basofilia) e plaquetas 550.000/µL. A
saturação de oxigênio é de 95% em ar ambiente e o
nível de eritropoetina (EPO) sérica está suprimido (0,8
mU/mL; VR: 4,3-29). A pesquisa molecular no sangue
periférico detecta a mutação V617F no gene JAK2.
Considerando os critérios diagnósticos da OMS para
neoplasias mieloproliferativas, qual a conduta mais
adequada para confirmar o diagnóstico e estratificar o
risco do paciente?