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O manejo de hemorragias maciças requer a
implementação de protocolos de transfusão maciça
(PTM) para reverter a coagulopatia, a acidose e a
hipotermia. A estratégia de reposição hemostática
balanceada é crucial. Acerca dos componentes e
estratégias em um PTM, registre V, para as afirmativas
verdadeiras, e F, para as falsas:
(__)Um protocolo de transfusão maciça moderno preconiza a transfusão de concentrado de hemácias (CH), plasma fresco congelado (PFC) e plaquetas (CP) em uma razão próxima a 1:1:1, visando mimetizar a composição do sangue total e tratar a coagulopatia dilucional e de consumo precocemente.
(__)A administração de ácido tranexâmico, um agente antifibrinolítico, deve ser considerada em pacientes com sangramento traumático, idealmente dentro de 3 horas do trauma, pois demonstrou reduzir a mortalidade por sangramento, mas seu uso é contraindicado se houver suspeita de coagulação intravascular disseminada (CIVD) com componente trombótico.
(__)O uso de crioprecipitado ou concentrado de fibrinogênio deve ser guiado por testes laboratoriais, como a dosagem de fibrinogênio, visando manter os níveis acima de 150-200 mg/dL. A administração empírica sem monitorização laboratorial não é recomendada.
(__)A transfusão de concentrado de hemácias deve ter como alvo um nível de hemoglobina entre 9 e 10 g/dL para otimizar a oferta de oxigênio aos tecidos, uma vez que a "hipotensão permissiva" não se aplica à reposição de massa eritrocitária.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
(__)Um protocolo de transfusão maciça moderno preconiza a transfusão de concentrado de hemácias (CH), plasma fresco congelado (PFC) e plaquetas (CP) em uma razão próxima a 1:1:1, visando mimetizar a composição do sangue total e tratar a coagulopatia dilucional e de consumo precocemente.
(__)A administração de ácido tranexâmico, um agente antifibrinolítico, deve ser considerada em pacientes com sangramento traumático, idealmente dentro de 3 horas do trauma, pois demonstrou reduzir a mortalidade por sangramento, mas seu uso é contraindicado se houver suspeita de coagulação intravascular disseminada (CIVD) com componente trombótico.
(__)O uso de crioprecipitado ou concentrado de fibrinogênio deve ser guiado por testes laboratoriais, como a dosagem de fibrinogênio, visando manter os níveis acima de 150-200 mg/dL. A administração empírica sem monitorização laboratorial não é recomendada.
(__)A transfusão de concentrado de hemácias deve ter como alvo um nível de hemoglobina entre 9 e 10 g/dL para otimizar a oferta de oxigênio aos tecidos, uma vez que a "hipotensão permissiva" não se aplica à reposição de massa eritrocitária.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
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O diagnóstico diferencial entre anemia ferropriva (AF) e
anemia da doença crônica (ADC) é um desafio comum,
especialmente em pacientes hospitalizados com doenças
inflamatórias. A hepcidina, peptídeo regulador da
homeostase do ferro, desempenha um papel central na
fisiopatologia de ambas as condições. Acerca da
regulação do ferro e da interpretação dos exames
laboratoriais neste contexto, registre V, para as
afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:
(__)Na anemia da doença crônica, os níveis de hepcidina estão elevados em resposta a citocinas inflamatórias como a interleucina-6 (IL-6), o que leva à internalização e degradação da ferroportina nos enterócitos e macrófagos, resultando em hipoferremia funcional apesar de estoques de ferro normais ou aumentados.
(__)A dosagem do receptor solúvel da transferrina (sTfR) é um marcador útil para diferenciar AF de ADC, pois seus níveis aumentam na AF devido à eritropoese com restrição de ferro, mas permanecem normais na ADC pura, não sendo influenciados pelo estado inflamatório.
(__)Em um paciente com doença inflamatória intestinal ativa, um nível de ferritina sérica de 80 ng/mL, embora acima do ponto de corte tradicional para deficiência de ferro (<15-30 ng/mL), é altamente sugestivo de deficiência de ferro concomitante, pois a inflamação eleva falsamente a ferritina.
(__)O tratamento com ferro endovenoso é preferível ao ferro oral em pacientes com ADC e deficiência de ferro funcional, pois a via endovenosa contorna o bloqueio da absorção intestinal mediado pela hepcidina e disponibiliza o ferro diretamente para o complexo transferrina, para ser utilizado pela medula óssea.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
(__)Na anemia da doença crônica, os níveis de hepcidina estão elevados em resposta a citocinas inflamatórias como a interleucina-6 (IL-6), o que leva à internalização e degradação da ferroportina nos enterócitos e macrófagos, resultando em hipoferremia funcional apesar de estoques de ferro normais ou aumentados.
(__)A dosagem do receptor solúvel da transferrina (sTfR) é um marcador útil para diferenciar AF de ADC, pois seus níveis aumentam na AF devido à eritropoese com restrição de ferro, mas permanecem normais na ADC pura, não sendo influenciados pelo estado inflamatório.
(__)Em um paciente com doença inflamatória intestinal ativa, um nível de ferritina sérica de 80 ng/mL, embora acima do ponto de corte tradicional para deficiência de ferro (<15-30 ng/mL), é altamente sugestivo de deficiência de ferro concomitante, pois a inflamação eleva falsamente a ferritina.
(__)O tratamento com ferro endovenoso é preferível ao ferro oral em pacientes com ADC e deficiência de ferro funcional, pois a via endovenosa contorna o bloqueio da absorção intestinal mediado pela hepcidina e disponibiliza o ferro diretamente para o complexo transferrina, para ser utilizado pela medula óssea.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
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Um homem de 62 anos, tabagista de longa data, é
encaminhado para avaliação hematológica devido a
achados de eritrocitose em exames de rotina. Ele relata
cefaleia ocasional e prurido aquagênico. Ao exame,
apresenta-se com pletora facial e esplenomegalia
palpável a 4 cm do rebordo costal esquerdo.
Hemograma: Hb 19,2 g/dL, Ht 58%, leucócitos 14.500/µL
(com neutrofilia e basofilia) e plaquetas 550.000/µL. A
saturação de oxigênio é de 95% em ar ambiente e o
nível de eritropoetina (EPO) sérica está suprimido (0,8
mU/mL; VR: 4,3-29). A pesquisa molecular no sangue
periférico detecta a mutação V617F no gene JAK2.
Considerando os critérios diagnósticos da OMS para
neoplasias mieloproliferativas, qual a conduta mais
adequada para confirmar o diagnóstico e estratificar o
risco do paciente?
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As imunodeficiências primárias (IDP) ou erros inatos da
imunidade são um grupo de doenças genéticas que
afetam o desenvolvimento e/ou a função do sistema
imune, frequentemente se manifestando com quadros
hematológicos. A correta identificação da IDP subjacente
a uma manifestação hematológica é crucial para o
manejo do paciente. Dado o contexto, analise as
afirmativas a seguir.
I.A síndrome de Wiskott-Aldrich, uma imunodeficiência ligada ao X causada por mutações no gene WAS, caracteriza-se pela tríade clássica de microtrombocitopenia, eczema e infecções recorrentes, sendo que a plaquetopenia é resultado de uma produção medular ineficaz e de uma destruição periférica acelerada de plaquetas pequenas e disfuncionais.
II.A Doença Granulomatosa Crônica (DGC) é um defeito na imunidade celular mediada por linfócitos T, que leva à incapacidade de formar granulomas para conter infecções intracelulares, resultando em linfopenia progressiva e infecções virais graves.
III.A Linfo-histiocitose Hemofagocítica (LHH) familiar é uma IDP autossômica recessiva causada por mutações em genes envolvidos na função citotóxica das células T e NK (ex: PRF1, UNC13D), levando a uma ativação imune maciça e descontrolada, com febre, hepatoesplenomegalia, citopenias e hiperferritinemia.
Está correto o que se afirma em:
I.A síndrome de Wiskott-Aldrich, uma imunodeficiência ligada ao X causada por mutações no gene WAS, caracteriza-se pela tríade clássica de microtrombocitopenia, eczema e infecções recorrentes, sendo que a plaquetopenia é resultado de uma produção medular ineficaz e de uma destruição periférica acelerada de plaquetas pequenas e disfuncionais.
II.A Doença Granulomatosa Crônica (DGC) é um defeito na imunidade celular mediada por linfócitos T, que leva à incapacidade de formar granulomas para conter infecções intracelulares, resultando em linfopenia progressiva e infecções virais graves.
III.A Linfo-histiocitose Hemofagocítica (LHH) familiar é uma IDP autossômica recessiva causada por mutações em genes envolvidos na função citotóxica das células T e NK (ex: PRF1, UNC13D), levando a uma ativação imune maciça e descontrolada, com febre, hepatoesplenomegalia, citopenias e hiperferritinemia.
Está correto o que se afirma em:
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A Anemia Aplásica (AA) é uma doença rara e grave,
caracterizada por pancitopenia periférica e medula óssea
hipocelular, resultante de uma destruição imunomediada
das células-tronco hematopoiéticas. O diagnóstico
diferencial com outras causas de falência medular é
essencial. Assim, analise as afirmativas a seguir.
I.O diagnóstico de AA requer uma biópsia de medula óssea com celularidade inferior a 25% (ou <50% com menos de 30% de células hematopoiéticas residuais), na ausência de fibrose significativa, infiltrado neoplásico ou displasia proeminente, associada a pelo menos duas das três citopenias periféricas: neutrófilos < 500/µL, plaquetas < 20.000/µL e reticulócitos corrigidos < 1%.
II.A pesquisa de clones de Hemoglobinúria Paroxística Noturna (HPN) por citometria de fluxo de alta sensibilidade é um exame complementar dispensável no diagnóstico inicial de AA, devendo ser reservado apenas para casos que não respondem à terapia imunossupressora.
III.O diagnóstico diferencial com a fase hipocelular da Síndrome Mielodisplásica (SMD) pode ser desafiador. A presença de alterações citogenéticas clonais, como a monossomia do 7 ou a deleção do 5q, e a observação de dispoese significativa em pelo menos 10% das células de uma linhagem, favorecem fortemente o diagnóstico de SMD hipocelular em detrimento de AA.
Está correto o que se afirma em:
I.O diagnóstico de AA requer uma biópsia de medula óssea com celularidade inferior a 25% (ou <50% com menos de 30% de células hematopoiéticas residuais), na ausência de fibrose significativa, infiltrado neoplásico ou displasia proeminente, associada a pelo menos duas das três citopenias periféricas: neutrófilos < 500/µL, plaquetas < 20.000/µL e reticulócitos corrigidos < 1%.
II.A pesquisa de clones de Hemoglobinúria Paroxística Noturna (HPN) por citometria de fluxo de alta sensibilidade é um exame complementar dispensável no diagnóstico inicial de AA, devendo ser reservado apenas para casos que não respondem à terapia imunossupressora.
III.O diagnóstico diferencial com a fase hipocelular da Síndrome Mielodisplásica (SMD) pode ser desafiador. A presença de alterações citogenéticas clonais, como a monossomia do 7 ou a deleção do 5q, e a observação de dispoese significativa em pelo menos 10% das células de uma linhagem, favorecem fortemente o diagnóstico de SMD hipocelular em detrimento de AA.
Está correto o que se afirma em:
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As síndromes mielodisplásicas (SMD) são um grupo
heterogêneo de neoplasias clonais caracterizadas por
hematopoese ineficaz, citopenias e risco de
transformação para leucemia mieloide aguda (LMA). A
avaliação prognóstica é fundamental para a decisão
terapêutica, e o Sistema Internacional de Escore de
Prognóstico Revisado (IPSS-R) é a ferramenta
padrão-ouro para essa finalidade. No contexto da
aplicação clínica do IPSS-R, assinale a alternativa
correta.
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Além dos sistemas ABO e Rh, dezenas de outros
sistemas de grupos sanguíneos têm relevância clínica,
especialmente em pacientes politransfundidos ou
gestantes. O sistema Duffy (Fy) é notável por sua
associação com a resistência à malária e pela produção
de anticorpos clinicamente significantes. No que tange
às particularidades do sistema Duffy, assinale a
alternativa correta.
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A hemovigilância é essencial para a segurança dos
processos hemoterápicos, envolvendo a detecção,
registro e análise de eventos adversos. A notificação
correta das reações transfusionais ao Sistema Nacional
de Hemovigilância é mandatória e segue classificações
específicas. Acerca do assunto, registre V, para as
afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:
(__)Uma reação febril não hemolítica (RFNH) é definida como a elevação da temperatura corporal ≥ 1°C, associada à transfusão, com temperatura final > 38°C, na ausência de outras causas pirogênicas. A notificação é obrigatória, e o grau de imputabilidade é geralmente classificado como "Definitivo (Grau 3)" se ocorrer até 4 horas após o término da transfusão.
(__)A Lesão Pulmonar Aguda Relacionada à Transfusão (TRALI) é caracterizada por hipoxemia aguda e edema pulmonar não cardiogênico que ocorre durante ou até 6 horas após a transfusão. Para a confirmação do caso, é indispensável a comprovação da presença de anticorpos antileucocitários (anti-HLA ou anti-HNA) no doador e a ausência de fatores de risco para síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA) no receptor.
(__)A Sobrecarga Circulatória Associada à Transfusão (TACO) deve ser notificada quando o paciente desenvolve edema pulmonar agudo e há evidência de sobrecarga volêmica, como a elevação do peptídeo natriurético cerebral (BNP). A imputabilidade é considerada "Provável (Grau 2)" mesmo que o paciente tivesse uma condição cardíaca pré-existente.
(__)A contaminação bacteriana de um hemocomponente, confirmada por hemoculturas concordantes (mesmo microrganismo) do produto e do receptor, deve ser classificada como uma reação imediata, com imputabilidade "Definitiva (Grau 3)", e o evento deve ser notificado como septicemia transfusional.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
(__)Uma reação febril não hemolítica (RFNH) é definida como a elevação da temperatura corporal ≥ 1°C, associada à transfusão, com temperatura final > 38°C, na ausência de outras causas pirogênicas. A notificação é obrigatória, e o grau de imputabilidade é geralmente classificado como "Definitivo (Grau 3)" se ocorrer até 4 horas após o término da transfusão.
(__)A Lesão Pulmonar Aguda Relacionada à Transfusão (TRALI) é caracterizada por hipoxemia aguda e edema pulmonar não cardiogênico que ocorre durante ou até 6 horas após a transfusão. Para a confirmação do caso, é indispensável a comprovação da presença de anticorpos antileucocitários (anti-HLA ou anti-HNA) no doador e a ausência de fatores de risco para síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA) no receptor.
(__)A Sobrecarga Circulatória Associada à Transfusão (TACO) deve ser notificada quando o paciente desenvolve edema pulmonar agudo e há evidência de sobrecarga volêmica, como a elevação do peptídeo natriurético cerebral (BNP). A imputabilidade é considerada "Provável (Grau 2)" mesmo que o paciente tivesse uma condição cardíaca pré-existente.
(__)A contaminação bacteriana de um hemocomponente, confirmada por hemoculturas concordantes (mesmo microrganismo) do produto e do receptor, deve ser classificada como uma reação imediata, com imputabilidade "Definitiva (Grau 3)", e o evento deve ser notificado como septicemia transfusional.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
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O sequenciamento de nova geração (NGS) revolucionou
o diagnóstico e o prognóstico em hematologia,
permitindo a análise de múltiplos genes
simultaneamente. Na avaliação de neoplasias mieloides,
a identificação de mutações somáticas específicas tem
impacto direto na classificação da doença, na
estratificação de risco e na escolha de terapias-alvo.
Considerando a aplicação de um painel NGS em um
paciente com citopenia inexplicada e suspeita de
neoplasia mieloide, assinale a alternativa que
correlaciona corretamente um gene mutado com seu
significado clínico-patológico.
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Uma mulher de 42 anos, previamente hígida, é trazida
ao serviço de emergência com história de 3 dias de
confusão mental flutuante, febre e aparecimento de
petéquias. Os exames laboratoriais na admissão
mostram: Hb 8,1 g/dL, plaquetas 18.000/µL, esquizócitos
>3% no sangue periférico, LDH 2.500 U/L, creatinina 1,2
mg/dL e bilirrubina indireta 2,8 mg/dL. O teste de
Coombs direto é negativo. A paciente não está grávida e
não tem histórico de diarreia sanguinolenta. Diante da
forte suspeita de uma microangiopatia trombótica (MAT),
a diferenciação entre Púrpura Trombocitopênica
Trombótica (PTT) e Síndrome Hemolítico-Urêmica (SHU)
é fundamental para a terapia de urgência. Qual dos
seguintes achados e conduta imediata é o mais
apropriado para o caso?
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