Ao longo da história, a surdez foi compreendida,
predominantemente, sob a ótica médica e reabilitadora,
sendo o sujeito surdo visto como alguém a ser "corrigido"
por meio da aquisição da linguagem oral. Esse
paradigma patologizante, centrado na deficiência,
ignorava os modos próprios de existência, produção de
sentido e pertencimento cultural da pessoa surda. Em
contraposição, a perspectiva socioantropológica
introduzida a partir da década de 1980 trouxe uma
ruptura epistêmica, ao deslocar o foco do déficit para a
diferença, reconhecendo a surdez como constitutiva de
uma identidade linguística e cultural específica.
Diante desse novo olhar, avalia-se que:
Diante desse novo olhar, avalia-se que: