C.H.X., 45 anos, técnico de esterilização em uma fábrica de
equipos de soro, trabalha há 10 anos na função, com jornada de
8 horas diárias. Ele atua diretamente na operação de câmaras
de esterilização com óxido de etileno (ETO). Relata que o setor
possui ventilação limitada e que os ciclos de esterilização são
realizados várias vezes ao dia. O uso de EPIs é irregular, pois
seu supervisor não cobra a utilização - SIC. C.H.X. comparece
ao ambulatório de medicina do trabalho, após consulta com um
pneumologista, referindo cefaleia frequente, irritação ocular,
tosse seca persistente e episódios de tontura durante o turno de
trabalho. Refere também sensação de fraqueza e dificuldade de
concentração. Traz exames complementares que evidenciam
hemograma com discreta leucopenia, TGO/TGP levemente
elevadas e espirometria com leve obstrução ventilatória. Ao
exame físico, apresenta conjuntiva hiperemiada, tosse seca sem
sinais de infecção respiratória, pressão arterial normal e sem
alterações neurológicas focais. O relatório do pneumologista
apresenta o CID 10 T59.8 – Efeitos tóxicos de outros gases,
fumaças e vapores, com a hipótese diagnóstica de intoxicação
crônica por óxido de etileno. A sua conduta como médico do
trabalho foi o afastamento imediato da função e emissão de
CAT, além da investigação de outros trabalhadores expostos e
convocar a segurança do trabalho para a revisão dos protocolos
de segurança e de ventilação do setor. Sabendo que o óxido de
etileno é um agente carcinogênico, mutagênico e neurotóxico,
com efeitos agudos e crônicos, podemos afi rmar que o indicador
biológico de exposição excessiva e o momento da coleta desse
indicador são, respectivamente: