Magna Concursos
3618942 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: IFFar

Cabeceira Imaginária

Por Claudia Laitano

  1. O mestre de cerimônias saudou a plateia avisando que aquela noite fria e chuvosa seria
  2. histórica. Para o pequeno grupo de leitores que consideram a crítica literária um gênero tão
  3. atraente quanto qualquer outro, era mesmo um acontecimento. Estavam ali, reunidos para um
  4. bate-papo, dois dos nomes mais influentes do circuito ___________ das letras. De um lado,
  5. James Wood, crítico da New Yorker e autor do livro “Como funciona a ficção”. Do outro, Edwin
  6. Frank, diretor do braço editorial da New York Review of Books e criador da coleção NYRB Classics,
  7. ____ especializado em salvar do oblívio livros e autores de diferentes partes do mundo (nosso
  8. “São Bernardo”, sorte deles, está lá).
  9. A conversa era sobre “Stranger Than Fiction — Lives of the Twentieth-Century Novel”, livro
  10. que Edwin Frank passou os últimos 10 anos escrevendo. O projeto de contar a história do
  11. romance do século 20 ............ mais ou menos como aquela piada do cara que pretendia
  12. escrever uma tese sobre “Deus e o mundo”, mas, aconselhado pelo orientador, reduziu seu tema
  13. para “Deus e o mundo no século 19”. Era tão inabarcável seu objeto de estudo que Edwin Frank
  14. optou desde o início por escrever um ensaio assumidamente idiossincrático — guiado, sem culpa,
  15. pelos critérios que ele mesmo estabeleceu. Destacar romances que refletiram ou interpretaram
  16. a realidade da época em que foram escritos era um deles. Não menos importante eram as
  17. afinidades eletivas do próprio Frank como leitor.
  18. Dos pouco mais de 30 títulos que o autor selecionou a fim de que montasse sua constelação
  19. particular de livros e escritores essenciais para entender o romance do século 20, apenas três
  20. são óbvios: “Em Busca do Tempo Perdido”, de Marcel Proust, “Ulysses”, de James Joyce, e “A
  21. Montanha Mágica”, de Thomas Mann. O ponto de partida é um livro do século 19, “Memórias do
  22. _______” (1864), de Dostoiévski. “Austerlitz” (2001), de W. G. Sebald, assinala o ponto final da
  23. jornada. (Não tão rápido. Em um apêndice, Frank lista outros 90 romances para que as
  24. empilhemos em nossa cabeceira imaginária. ____ vida.)
  25. Mas o que eu queria contar mesmo é que Dostoiévski não é o único autor nascido na
  26. primeira metade do século 19 chamado a compor a seleção dos grandes romancistas do século
  27. 20. O outro talvez esteja na sua cabeceira agora mesmo, ou nas vizinhanças, e você pode ir se
  28. acostumando a ensinar leitores estrangeiros a pronunciar seu nome corretamente: Joaquim
  29. Maria Machado de Assis.

(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas – texto adaptado especialmente para esta prova).

Qual das seguintes alternativas apresenta a correta conversão da frase, retirada do texto, da voz ativa para a passiva, “O mestre de cerimônias saudou a plateia avisando que aquela noite fria e chuvosa seria histórica”, mantendo o sentido original?

 

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