E esse milhinho assado? Tem sem ser transgênico?
Entre riscos à saúde e à biodiversidade, pequenos
agricultores resistem ao domínio do milho modificado
com o cultivo de sementes crioulas e práticas
agroecológicas.
Dente de Burro, Sabugo Fino, Sol da Manhã, Batité,
Landrês, Cateto, Cateto Kiriri, Eldorado, Branco de
Angola, Catingueiro, Branco do Egito, Pontinha,
Jaboatão e Roxo Peruano. Você já ouviu esses nomes
antes? São alguns nomes de milhos orgânicos, de
diferentes cores, preservados e produzidos por
organizações brasileiras hoje.
Cada um deles é fruto de um processo que envolve
agroecologia, mudança de manejo, agricultura familiar e
resistência produtiva. Uma pesquisa identificou, aliás, 29
tipos diferentes de milho cultivados no Brasil e no
Uruguai, todos cultivados justamente por pequenos
agricultores.
A pergunta que fica é: porque estamos comendo apenas
milho amarelo e transgênico ao invés de diversos outros
tipos de milhos — roxo, vermelho, branco, preto, azul e
rajado —, e agroecológicos ? Antes de mais nada é
importante entender como e porque o milho amarelo se
tornou o queridinho. As justificativas são muitas: é
cultivado em abundância desde o período da escravatura
nos Estados Unidos, tem alto teor de amido, serve
também como alimento para animais, fabricação de
xarope, combustível, óleo etc. É ainda fácil de manipular
geneticamente, o que muitos adjetivam como melhorias:
essas são algumas das justificativas encontradas neste
artigo da Embrapa, para o sucesso do milho amarelo.
Mas a maior delas é a produtividade. É pela
produtividade que deixamos para trás milénios de
evolução, sabores diferentes, distintas regiões de plantio
e épocas do ano para colheita.
A boa notícia é: tem gente fazendo diferente.
Do outro lado dessa moeda estão , por exemplo, as
sementes agroecológicas produzidas pelo Movimento
Camponês Popular (MCP) no Brasil, em especial em
Pernambuco e Sergipe e da CoopBorborema, na
Paraíba. As duas organizações têm como foco espalhar
as sementes e o manejo agroecológico para pequenos
produtores dos estados. "Que os camponeses tenham
capacidade para produzir alimento para alimentar a
nação", diz Sandreildo Santos, dirigente do MCP
Pernambuco.
(Disponível em:
https://ojoioeotrigo.com.br/2025/06/e-esse-milhinho-assado-tem-sem-s
er-transgenico/. Acesso em 22 jul. 2025. Adaptado.)
(__)Em "Você já viu esses nomes?", o uso do pronome demonstrativo está equivocado, uma vez que se refere a algo já mencionado no texto (relação anafórica), no caso, os nomes dos milhos. O adequado seria "estes".
(__)Em "Cada um deles", a expressão faz referência aos tantos tipos de milho orgânicos e diferentes produzidos no Brasil hoje.
(__)Em "Do outro lado dessa moeda", a expressão estabelece uma relação de oposição na produção de milho em que, de um lado tem-se subentendido o agronegócio, que cultiva praticamente apenas o milho amarelo, o queridinho, e do outro a agricultura familiar, que preserva e produz milhos diversos e de diferentes cores.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
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