Leia o Texto I para responder a questão.
Texto I
Apraxia de Fala na Infância: barreiras no diagnóstico e ações de inclusão no RJ
Mães no Estado do Rio de Janeiro relataram dificuldades profundas para obter diagnóstico e tratamento para crianças com
Apraxia de Fala na Infância, citando demora no encaminhamento para especialistas, custo elevado das terapias e falta de suporte nas
escolas. Famílias descrevem a necessidade de intervenções intensivas, uso de recursos de comunicação alternativa e adaptações
pedagógicas para garantir acesso à aprendizagem. Em resposta às demandas, o governo estadual aprovou uma lei que prevê diretrizes
de apoio, capacitação de profissionais, campanhas de conscientização e medidas para promover a inclusão escolar e o
acompanhamento fonoaudiológico dessas crianças. Profissionais de saúde ouvidos destacam que a atuação do fonoaudiólogo é central
para o prognóstico, e que políticas públicas integradas são necessárias para reduzir desigualdades no acesso aos cuidados.
Fonte: G1 Rio de Janeiro. Conheça a história de mães que superaram os desafios da apraxia na fala infantil; lei no RJ promove ações de inclusão. [2023] reportagem
sobre os desafios enfrentados por mães de crianças com dificuldades na fala e a busca por apoio do governo no estabelecimento de políticas públicas que viabilizem o
diagnóstico e tratamento. Disponível em: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2023/05/14/conheca-a-historia-de-maes-que-superaram-os-desafios-daapraxia-na-fala-infantil-lei-no-rj-promove-acoes-de-inclusao.ghtml. Acesso em: 14/11/2025.
Fonte: NASCIMENTO, D. V. N.; MECHI-SILVA, W.; NAKAMURA, G. Dimensionamento profissional da Fonoaudiologia no Sistema Único de Saúde: desafios e perspectivas para a força de trabalho. 2025. Disponível em: < https://www.scielo.br/j/codas/a/ppvSvYqgGBkhGNQJwD5KfJw/?format=html&lang=pt >. Acesso em: 15/11/2025.
Com base nesse contexto, analise as afirmativas a seguir.
I- A insuficiência de fonoaudiólogos na Atenção Primária decorre principalmente da escolha dos próprios profissionais, que têm priorizado o setor privado em busca de maior retorno financeiro, deixando de integrar serviços públicos essenciais e contribuindo para o atraso no diagnóstico e na continuidade do cuidado de crianças com AFI.
II- O dimensionamento da força de trabalho em Fonoaudiologia no SUS deve incorporar variáveis epidemiológicas, demanda populacional e distribuição etária, permitindo ajustar a oferta profissional às necessidades específicas de grupos vulneráveis.
III- A existência de protocolos nacionais consolidados para a distribuição de fonoaudiólogos nos diferentes níveis de atenção reduz significativamente a desigualdade regional, assegurando parâmetros uniformes de planejamento em todo o território brasileiro.
IV- Políticas públicas como eMulti, Atenção Domiciliar e a Política Nacional de Cuidados Paliativos ampliam o escopo da atuação fonoaudiológica e exigem modelos de dimensionamento que considerem múltiplos contextos assistenciais e práticas interprofissionais.
V- A falta de informações sistematizadas sobre carga de trabalho, necessidades locais e perfis epidemiológicos compromete o planejamento em Saúde Coletiva e limita a organização de redes de atenção para condições de alta complexidade, como a AFI.
É CORRETO o que se afirma apenas em: