Magna Concursos
4092482 Ano: 2026
Disciplina: Fonoaudiologia
Banca: UEPB
Orgão: Pref. Cuité-PB
Provas:
Leia o Texto I para responder a questão.


Texto I
Apraxia de Fala na Infância: barreiras no diagnóstico e ações de inclusão no RJ
   Mães no Estado do Rio de Janeiro relataram dificuldades profundas para obter diagnóstico e tratamento para crianças com Apraxia de Fala na Infância, citando demora no encaminhamento para especialistas, custo elevado das terapias e falta de suporte nas escolas. Famílias descrevem a necessidade de intervenções intensivas, uso de recursos de comunicação alternativa e adaptações pedagógicas para garantir acesso à aprendizagem. Em resposta às demandas, o governo estadual aprovou uma lei que prevê diretrizes de apoio, capacitação de profissionais, campanhas de conscientização e medidas para promover a inclusão escolar e o acompanhamento fonoaudiológico dessas crianças. Profissionais de saúde ouvidos destacam que a atuação do fonoaudiólogo é central para o prognóstico, e que políticas públicas integradas são necessárias para reduzir desigualdades no acesso aos cuidados.
Fonte: G1 Rio de Janeiro. Conheça a história de mães que superaram os desafios da apraxia na fala infantil; lei no RJ promove ações de inclusão. [2023] reportagem sobre os desafios enfrentados por mães de crianças com dificuldades na fala e a busca por apoio do governo no estabelecimento de políticas públicas que viabilizem o diagnóstico e tratamento. Disponível em: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2023/05/14/conheca-a-historia-de-maes-que-superaram-os-desafios-daapraxia-na-fala-infantil-lei-no-rj-promove-acoes-de-inclusao.ghtml. Acesso em: 14/11/2025.
O Texto I sobre crianças com Apraxia de Fala na Infância (AFI) evidenciou as dificuldades de acesso ao diagnóstico e ao tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS), marcadas pela falta de serviços especializados, atrasos na avaliação e desigualdade territorial na oferta de cuidados. Essas barreiras refletem não apenas a complexidade clínica da AFI, mas também limitações estruturais na organização da rede. Segundo Nascimento et al. (2025), a distribuição de fonoaudiólogos no país é desigual, com maior concentração no setor privado e nos níveis secundário e terciário, o que compromete a resolutividade da Atenção Primária e dificulta o planejamento de políticas públicas. Os autores destacam que o dimensionamento adequado deve considerar dados epidemiológicos, demanda populacional e políticas como eMulti, Atenção Domiciliar e Cuidados Paliativos, a fim de garantir equidade e continuidade do cuidado.

Fonte: NASCIMENTO, D. V. N.; MECHI-SILVA, W.; NAKAMURA, G. Dimensionamento profissional da Fonoaudiologia no Sistema Único de Saúde: desafios e perspectivas para a força de trabalho. 2025. Disponível em: < https://www.scielo.br/j/codas/a/ppvSvYqgGBkhGNQJwD5KfJw/?format=html&lang=pt >. Acesso em: 15/11/2025.

Com base nesse contexto, analise as afirmativas a seguir.

I- A insuficiência de fonoaudiólogos na Atenção Primária decorre principalmente da escolha dos próprios profissionais, que têm priorizado o setor privado em busca de maior retorno financeiro, deixando de integrar serviços públicos essenciais e contribuindo para o atraso no diagnóstico e na continuidade do cuidado de crianças com AFI.
II- O dimensionamento da força de trabalho em Fonoaudiologia no SUS deve incorporar variáveis epidemiológicas, demanda populacional e distribuição etária, permitindo ajustar a oferta profissional às necessidades específicas de grupos vulneráveis.
III- A existência de protocolos nacionais consolidados para a distribuição de fonoaudiólogos nos diferentes níveis de atenção reduz significativamente a desigualdade regional, assegurando parâmetros uniformes de planejamento em todo o território brasileiro.
IV- Políticas públicas como eMulti, Atenção Domiciliar e a Política Nacional de Cuidados Paliativos ampliam o escopo da atuação fonoaudiológica e exigem modelos de dimensionamento que considerem múltiplos contextos assistenciais e práticas interprofissionais.
V- A falta de informações sistematizadas sobre carga de trabalho, necessidades locais e perfis epidemiológicos compromete o planejamento em Saúde Coletiva e limita a organização de redes de atenção para condições de alta complexidade, como a AFI.

É CORRETO o que se afirma apenas em:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas

Fonoaudiólogo

40 Questões