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Uma Escola Municipal conta com o apoio da Fonoaudiologia Educacional e um dos beneficiados desse cenário é Lucas, 7 anos,
estudante do 2º ano do Ensino Fundamental, que tem diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) e frequenta a escola regular.
A professora relata que ele se comunica principalmente por gestos e vocalizações isoladas, demonstrando frustração quando não é
compreendido. Lucas compreende rotinas visuais, responde bem a pistas gestuais, mas raramente inicia interações com colegas. A
equipe pedagógica desconhece estratégias de Comunicação Alternativa e Ampliada (CAA). Segundo Nunes et al. (2021), muitos
professores no ensino regular ainda não dominam recursos de CAA, o que dificulta a participação comunicativa dos alunos com TEA.
Fonte: NUNES, D. R. P.; BARBOSA, J. P. S.; NUNES, L. R. P. Comunicação Alternativa para Alunos com Autismo na Escola: uma Revisão da Literatura. Revista Brasileira de Educação Especial, Bauru, v. 27, e0212, p. 655–672, 2021.
Considerando o caso apresentado e as atribuições da Fonoaudiologia Educacional no processo de inclusão, assinale a alternativa CORRETA.
Fonte: NUNES, D. R. P.; BARBOSA, J. P. S.; NUNES, L. R. P. Comunicação Alternativa para Alunos com Autismo na Escola: uma Revisão da Literatura. Revista Brasileira de Educação Especial, Bauru, v. 27, e0212, p. 655–672, 2021.
Considerando o caso apresentado e as atribuições da Fonoaudiologia Educacional no processo de inclusão, assinale a alternativa CORRETA.
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Afamília do Sr. Antônio, 75 anos, portador de demência avançada, pediu orientação a um fonoaudiólogo, no mesmo dia que o idoso foi
internado após episódio de desidratação, pneumonia aspirativa e importante redução do nível de alerta. De acordo com a filha, ele
apresenta dependência funcional severa, episódios de delirium (confusão mental aguda) hipoativo, recusa alimentar intermitente e
quadro de disfagia orofaríngea já documentado em internações anteriores. Segundo Brucki et al. (2022), pacientes nessa fase exigem
condutas alinhadas à segurança, ao conforto e aos objetivos paliativos definidos pela equipe multiprofissional e pela família.
Fonte: BRUCKI, S. M. D.; APRAHAMIAN, I.; BORELLI, W. V.; et al. Manejo das demências em fase avançada: recomendações do Departamento Científico de Neurologia Cognitiva e do Envelhecimento da Academia Brasileira de Neurologia. Dementia & Neuropsychologia, v.16, n.3 (Suppl. 1), p.101–120, 2022.
Considerando o quadro clínico do paciente e os princípios da Fonoaudiologia Hospitalar, analise as afirmativas a seguir.
I- O fonoaudiólogo deve avaliar o Sr. Antônio quanto ao risco de broncoaspiração, orientar a equipe de enfermagem sobre oferta segura de alimentos e implementar medidas compensatórias individualizadas, conforme o nível de alerta e tolerância clínica.
II- Para o Sr. Antônio, a introdução de via alternativa de alimentação, como gastrostomia, é sempre recomendada, pois demonstra reduzir o risco de pneumonia aspirativa e melhorar a sobrevida em quadros de demência avançada.
III- Episódios de delirium, como os apresentados pelo Sr. Antônio, podem comprometer a atenção, a responsividade e a coordenação motora, influenciando negativamente o desempenho nas habilidades orais e no processo de deglutição.
IV- Diante do quadro avançado, o fonoaudiólogo deve priorizar reabilitação intensiva da musculatura orofacial no Sr. Antônio, mesmo na presença de exaustão ou baixa responsividade, pois tais exercícios trazem benefícios terapêuticos significativos nessa fase.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
Fonte: BRUCKI, S. M. D.; APRAHAMIAN, I.; BORELLI, W. V.; et al. Manejo das demências em fase avançada: recomendações do Departamento Científico de Neurologia Cognitiva e do Envelhecimento da Academia Brasileira de Neurologia. Dementia & Neuropsychologia, v.16, n.3 (Suppl. 1), p.101–120, 2022.
Considerando o quadro clínico do paciente e os princípios da Fonoaudiologia Hospitalar, analise as afirmativas a seguir.
I- O fonoaudiólogo deve avaliar o Sr. Antônio quanto ao risco de broncoaspiração, orientar a equipe de enfermagem sobre oferta segura de alimentos e implementar medidas compensatórias individualizadas, conforme o nível de alerta e tolerância clínica.
II- Para o Sr. Antônio, a introdução de via alternativa de alimentação, como gastrostomia, é sempre recomendada, pois demonstra reduzir o risco de pneumonia aspirativa e melhorar a sobrevida em quadros de demência avançada.
III- Episódios de delirium, como os apresentados pelo Sr. Antônio, podem comprometer a atenção, a responsividade e a coordenação motora, influenciando negativamente o desempenho nas habilidades orais e no processo de deglutição.
IV- Diante do quadro avançado, o fonoaudiólogo deve priorizar reabilitação intensiva da musculatura orofacial no Sr. Antônio, mesmo na presença de exaustão ou baixa responsividade, pois tais exercícios trazem benefícios terapêuticos significativos nessa fase.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
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Segundo Brucki et al. (2022), a disfagia é altamente prevalente em fases avançadas da demência, com risco aumentado de aspiração
silenciosa, pneumonia recorrente, perda ponderal e redução da qualidade de vida. Os autores reforçam que a avaliação deve incluir
exame clínico da deglutição, análise funcional e consideração de métodos instrumentais quando indicados, respeitando o estágio da
doença e os objetivos de cuidado.
Fonte: BRUCKI, S. M. D.; APRAHAMIAN, I.; BORELLI, W. V.; et al. Manejo das demências em fase avançada: recomendações do Departamento Científico de Neurologia Cognitiva e do Envelhecimento da Academia Brasileira de Neurologia. Dementia & Neuropsychologia, v.16, n.3 (Suppl. 1), p.101–120, 2022.
Considerando os princípios da avaliação e do manejo fonoaudiológico da deglutição nessa população, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
I- O exame clínico de deglutição, Clinical Swallow Evaluation (CSE), apresenta sensibilidade limitada para detectar aspiração silenciosa em pacientes com demência avançada.
PORQUE
II- Medidas conservadoras, como o espessamento de líquidos e ajustes posturais, demonstram benefício de curto prazo na redução do risco de aspiração e na melhoria da segurança da via oral.
A respeito dessas asserções, é CORRETO afirmar que:
Fonte: BRUCKI, S. M. D.; APRAHAMIAN, I.; BORELLI, W. V.; et al. Manejo das demências em fase avançada: recomendações do Departamento Científico de Neurologia Cognitiva e do Envelhecimento da Academia Brasileira de Neurologia. Dementia & Neuropsychologia, v.16, n.3 (Suppl. 1), p.101–120, 2022.
Considerando os princípios da avaliação e do manejo fonoaudiológico da deglutição nessa população, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
I- O exame clínico de deglutição, Clinical Swallow Evaluation (CSE), apresenta sensibilidade limitada para detectar aspiração silenciosa em pacientes com demência avançada.
PORQUE
II- Medidas conservadoras, como o espessamento de líquidos e ajustes posturais, demonstram benefício de curto prazo na redução do risco de aspiração e na melhoria da segurança da via oral.
A respeito dessas asserções, é CORRETO afirmar que:
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De acordo com um levantamento feito por Brucki et al. (2022) quase 80% dos indivíduos com demência no Brasil permanecem sem
diagnóstico, o estudo ressalta ainda que a Atenção Primária à Saúde (APS) desempenha papel essencial na detecção precoce,
orientação familiar e encaminhamento adequado na rede de cuidados.
Fonte: BRUCKI, S. M. D.; APRAHAMIAN, I.; BORELLI, W. V.; et al. Manejo das demências em fase avançada: recomendações do Departamento Científico de Neurologia Cognitiva e do Envelhecimento da Academia Brasileira de Neurologia. Dementia & Neuropsychologia, v.16, n.3 (Suppl. 1), p.101–120, 2022.
Considerando esse cenário e os princípios da gerontologia, assinale a alternativa CORRETA sobre as ações que devem ser adotadas pelo serviço municipal de saúde e suas equipes da Atenção Primária nos cuidados aos idosos.
Fonte: BRUCKI, S. M. D.; APRAHAMIAN, I.; BORELLI, W. V.; et al. Manejo das demências em fase avançada: recomendações do Departamento Científico de Neurologia Cognitiva e do Envelhecimento da Academia Brasileira de Neurologia. Dementia & Neuropsychologia, v.16, n.3 (Suppl. 1), p.101–120, 2022.
Considerando esse cenário e os princípios da gerontologia, assinale a alternativa CORRETA sobre as ações que devem ser adotadas pelo serviço municipal de saúde e suas equipes da Atenção Primária nos cuidados aos idosos.
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Em um estudo publicado por Aleixo et al. (2023), foi descrito que crianças com síndrome de Beckwith-Wiedemann frequentemente
apresentam macroglossia com repercussões funcionais significativas, incluindo alterações de deglutição, oclusão dentária e postura
lingual. O estudo evidenciou que a intervenção interdisciplinar, envolvendo Fonoaudiologia, Ortodontia e Cirurgia Bucomaxilofacial,
contribuiu para maior estabilidade funcional e morfológica a longo prazo, especialmente quando associada à terapia miofuncional
orofacial.
Fonte: ALEIXO, B. L. P. et al. Abordagem interdisciplinar no tratamento da macroglossia na síndrome de Beckwith-Wiedemann: relato de caso. Audiology Communication Research, v.28, e2740, 2023.
Com base nessas informações e nos princípios de intervenção em Motricidade Orofacial, analise as afirmativas a seguir.
I- A terapia miofuncional orofacial auxilia no reposicionamento lingual e no reequilíbrio das funções estomatognáticas, podendo reduzir a necessidade de procedimentos mais invasivos, embora não substitua a atuação interdisciplinar.
II- A redução cirúrgica da língua é indicada exclusivamente por motivos estéticos, sem repercussões funcionais relevantes na respiração, mastigação ou estabilidade oclusal.
III- Em casos de macroglossia, a estabilidade ortodôntica ocorre espontaneamente com o crescimento craniofacial, mesmo sem intervenção miofuncional ou cirúrgica.
IV- Alterações gustativas permanentes são consideradas consequências frequentes da redução lingual, constituindo uma contraindicação formal ao procedimento em crianças.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
Fonte: ALEIXO, B. L. P. et al. Abordagem interdisciplinar no tratamento da macroglossia na síndrome de Beckwith-Wiedemann: relato de caso. Audiology Communication Research, v.28, e2740, 2023.
Com base nessas informações e nos princípios de intervenção em Motricidade Orofacial, analise as afirmativas a seguir.
I- A terapia miofuncional orofacial auxilia no reposicionamento lingual e no reequilíbrio das funções estomatognáticas, podendo reduzir a necessidade de procedimentos mais invasivos, embora não substitua a atuação interdisciplinar.
II- A redução cirúrgica da língua é indicada exclusivamente por motivos estéticos, sem repercussões funcionais relevantes na respiração, mastigação ou estabilidade oclusal.
III- Em casos de macroglossia, a estabilidade ortodôntica ocorre espontaneamente com o crescimento craniofacial, mesmo sem intervenção miofuncional ou cirúrgica.
IV- Alterações gustativas permanentes são consideradas consequências frequentes da redução lingual, constituindo uma contraindicação formal ao procedimento em crianças.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
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O Texto III a seguir servirá como referência obrigatória para a resolução da questão.
Texto III
Um guitarrista de 42 anos, acostumado a ensaios longos, procurou avaliação fonoaudiológica após notar um zumbido
insistente no ouvido esquerdo e crescente dificuldade para distinguir instrumentos durante as apresentações. Ainda que utilize fones inear, admite aumentar o volume para “sentir melhor” as frequências graves.
Em reportagem publicada pelo site Metrópoles em 2019, destacou-se que músicos constituem um dos grupos mais
vulneráveis à perda auditiva induzida por ruído. A discussão ganhou força quando Bono Vox, vocalista do U2, relatou sintomas
semelhantes, que inclusive inspiraram a canção Staring at the Sun (1997), na qual ele descreve “um som que permanece mesmo
quando o mundo parece silencioso”.
A Organização Mundial da Saúde alertou, em 2015, que cerca de 1,1 bilhão de jovens estão em risco de perda auditiva devido
à exposição contínua a sons intensos. No caso dos músicos profissionais, esse risco é potencializado pela rotina musical, pelo uso
inadequado de monitores e pela ausência de proteção auditiva adequada.
Essa realidade evidencia a necessidade de avaliações audiológicas periódicas, orientação sobre higiene auditiva, protetores
moldados e ações educativas. Do ponto de vista da saúde pública, reforça-se a importância de estratégias de vigilância e prevenção
voltadas aos trabalhadores da música.
Fontes: Metrópoles. Músicos são mais sujeitos a surdez e outros problemas auditivos. 2019. Disponível em: https://www.metropoles.com/saude/musicos-sao-maissujeitos-a-surdez-e-outros-problemas-auditivos. Acesso em: 27 nov. 2025.
LETRAS.MUS.BR. U2 – Staring at the Sun (1997). Disponível em: https://www.letras.mus.br/u2/63015/traducao.html. Acesso em: 27 nov. 2025.
World Health Organization (WHO). 1.1 billion young people at risk of hearing loss. 2015. Disponível em: https://www.who.int/vietnam/news/detail/10-03-2015-1.1-
billion-people-at-risk-of-hearing-loss. Acesso em: 27 nov. 2025.
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O Texto III a seguir servirá como referência obrigatória para a resolução da questão.
Texto III
Um guitarrista de 42 anos, acostumado a ensaios longos, procurou avaliação fonoaudiológica após notar um zumbido
insistente no ouvido esquerdo e crescente dificuldade para distinguir instrumentos durante as apresentações. Ainda que utilize fones inear, admite aumentar o volume para “sentir melhor” as frequências graves.
Em reportagem publicada pelo site Metrópoles em 2019, destacou-se que músicos constituem um dos grupos mais
vulneráveis à perda auditiva induzida por ruído. A discussão ganhou força quando Bono Vox, vocalista do U2, relatou sintomas
semelhantes, que inclusive inspiraram a canção Staring at the Sun (1997), na qual ele descreve “um som que permanece mesmo
quando o mundo parece silencioso”.
A Organização Mundial da Saúde alertou, em 2015, que cerca de 1,1 bilhão de jovens estão em risco de perda auditiva devido
à exposição contínua a sons intensos. No caso dos músicos profissionais, esse risco é potencializado pela rotina musical, pelo uso
inadequado de monitores e pela ausência de proteção auditiva adequada.
Essa realidade evidencia a necessidade de avaliações audiológicas periódicas, orientação sobre higiene auditiva, protetores
moldados e ações educativas. Do ponto de vista da saúde pública, reforça-se a importância de estratégias de vigilância e prevenção
voltadas aos trabalhadores da música.
Fontes: Metrópoles. Músicos são mais sujeitos a surdez e outros problemas auditivos. 2019. Disponível em: https://www.metropoles.com/saude/musicos-sao-maissujeitos-a-surdez-e-outros-problemas-auditivos. Acesso em: 27 nov. 2025.
LETRAS.MUS.BR. U2 – Staring at the Sun (1997). Disponível em: https://www.letras.mus.br/u2/63015/traducao.html. Acesso em: 27 nov. 2025.
World Health Organization (WHO). 1.1 billion young people at risk of hearing loss. 2015. Disponível em: https://www.who.int/vietnam/news/detail/10-03-2015-1.1-
billion-people-at-risk-of-hearing-loss. Acesso em: 27 nov. 2025.
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De acordo com o Boletim Epidemiológico de Saúde do Trabalhador emitido pelo Ministério da Saúde / SINAN (2023),
aproximadamente 30% das notificações de agravos relacionados ao trabalho no Brasil envolvem exposição ocupacional a ruído, com
maior prevalência nos setores de transporte, construção civil e indústria de base.
Fonte: BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente. Boletim Epidemiológico de Saúde do Trabalhador: Agravos Relacionados ao Trabalho – Notificações do SINAN 2023. Brasília: Ministério da Saúde, 2023.
Considerando esse cenário epidemiológico e o conjunto de normas que regulam a Audiologia Ocupacional no país, analise as afirmativas a seguir.
I- A meatoscopia é uma etapa recomendada preferencialmente para os exames audiométricos de referência, sendo facultativa nos exames sequenciais, conforme estabelecido na NR-7.
II- O repouso auditivo mínimo de 14 horas é uma exigência legal aplicável a todos os exames audiométricos ocupacionais, independentemente de serem de referência ou sequenciais, incluindo exames de retorno ao trabalho ou mudança de função.
III- Conforme a Portaria que regulamenta a NR-7, a via óssea deve ser investigada sempre que houver alteração pela via aérea ou quando o profissional responsável julgar necessário, especialmente nos exames de referência.
IV- O fonoaudiólogo não possui autorização normativa para solicitar exames complementares dentro do contexto ocupacional, sendo a condução do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) atribuída ao médico coordenador, com atuação do fonoaudiólogo restrita às demandas expressamente delegadas.
V- O fonoaudiólogo pode coordenar Programas de Conservação Auditiva (PCA) e Programas de Prevenção de Perdas Auditivas (PPPA), participando de ações de vigilância em saúde do trabalhador e compartilhando responsabilidades com os Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT) de forma multiprofissional.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
Fonte: BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente. Boletim Epidemiológico de Saúde do Trabalhador: Agravos Relacionados ao Trabalho – Notificações do SINAN 2023. Brasília: Ministério da Saúde, 2023.
Considerando esse cenário epidemiológico e o conjunto de normas que regulam a Audiologia Ocupacional no país, analise as afirmativas a seguir.
I- A meatoscopia é uma etapa recomendada preferencialmente para os exames audiométricos de referência, sendo facultativa nos exames sequenciais, conforme estabelecido na NR-7.
II- O repouso auditivo mínimo de 14 horas é uma exigência legal aplicável a todos os exames audiométricos ocupacionais, independentemente de serem de referência ou sequenciais, incluindo exames de retorno ao trabalho ou mudança de função.
III- Conforme a Portaria que regulamenta a NR-7, a via óssea deve ser investigada sempre que houver alteração pela via aérea ou quando o profissional responsável julgar necessário, especialmente nos exames de referência.
IV- O fonoaudiólogo não possui autorização normativa para solicitar exames complementares dentro do contexto ocupacional, sendo a condução do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) atribuída ao médico coordenador, com atuação do fonoaudiólogo restrita às demandas expressamente delegadas.
V- O fonoaudiólogo pode coordenar Programas de Conservação Auditiva (PCA) e Programas de Prevenção de Perdas Auditivas (PPPA), participando de ações de vigilância em saúde do trabalhador e compartilhando responsabilidades com os Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT) de forma multiprofissional.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
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Um estudo realizado por Costa et al. (2021), identificou que a prevalência de Acidente Vascular Encefálico (AVE) aumenta
progressivamente com a idade, dobrando a cada década após os 55 anos, e metade dos pacientes acometidos apresenta idade entre 60 e
69 anos. A pesquisa destaca ainda que a disfagia, frequente no pós-AVE, gera impactos psicossomáticos significativos, como
frustração, vergonha, isolamento social e perda de autonomia alimentar, compondo um cenário frequentemente associado a sofrimento
emocional. Ainda conforme os autores, em 2017 foram registrados mais de um milhão de atendimentos individuais em Práticas
Integrativas e Complementares (PICS) no SUS, com 88% das terapias concentradas na Atenção Primária, refletindo uma ampliação do
cuidado integral no sistema público.
Fonte: COSTA, Isadora Buffon; SOUZA, Janaína Medeiros de; FERNANDES, Gisele Cristina Manfrini; HEIDEMANN, Ivonete Schülter Buss; ARAKAWABELAUDE, Aline. Práticas Integrativas e Complementares na Fonoaudiologia: revisão integrativa da literatura. Distúrbios da Comunicação, São Paulo, v. 33, n. 1, p. 68-80, 2021.
Com base nas evidências científicas atuais que regem a interface entre Fonoaudiologia, saúde mental e PICS, assinale a alternativa CORRETA.
Fonte: COSTA, Isadora Buffon; SOUZA, Janaína Medeiros de; FERNANDES, Gisele Cristina Manfrini; HEIDEMANN, Ivonete Schülter Buss; ARAKAWABELAUDE, Aline. Práticas Integrativas e Complementares na Fonoaudiologia: revisão integrativa da literatura. Distúrbios da Comunicação, São Paulo, v. 33, n. 1, p. 68-80, 2021.
Com base nas evidências científicas atuais que regem a interface entre Fonoaudiologia, saúde mental e PICS, assinale a alternativa CORRETA.
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O Texto II servirá para a resolução da questão.
Texto II
Violação Ética e Exercício Ilegal da Profissão: O Caso da Estudante de Fonoaudiologia
Em novembro de 2025, na cidade de Campina Grande (PB), a operação STUDEN realizada de forma conjunta pela Polícia
Civil e pelo Conselho Regional de Fonoaudiologia da 4ª Região flagrou uma estudante de fonoaudiologia, ainda no início do curso,
realizando avaliações audiométricas em uma clínica de saúde ocupacional sem qualquer habilitação legal ou supervisão profissional. A
investigação, iniciada após denúncias, constatou que a estudante atuava como se fosse fonoaudióloga, expondo usuários a riscos e
caracterizando exercício ilegal da profissão. Aação resultou na prisão em flagrante e reforçou a importância da fiscalização profissional
para a garantia da segurança da população e do cumprimento das normas éticas que regulam o exercício da Fonoaudiologia no Brasil.
Fonte: PB AGORA. Estudante de Fonoaudiologia é presa em flagrante durante ação contra exercício ilegal da profissão em Campina Grande. Paraíba, 2025. Disponível
em: https://www.pbagora.com.br/noticia/policial/estudante-de-fonoaudiologia-e-presa-em-flagrante-durante-acao-contra-exercicio-ilegal-da-profissao-em-campinagrande/. Acesso em: 14/11/2025.
Fonte: AITH, Fernando Mussa Abujamra et al. Public interest in the Brazilian health professions regulation. Revista Latino-Americana de Enfermagem, Ribeirão Preto, v. 27, e3114, 2019.
A partir desse contexto, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
I- Arealização de procedimentos clínicos por indivíduos não habilitados compromete estratégias de vigilância, segurança sanitária e qualidade assistencial, podendo desestruturar ações de Saúde Pública em diferentes níveis de atenção.
PORQUE
II- Em contextos de maior demanda assistencial, especialmente na Atenção Primária, a execução de procedimentos clínicos simples por estudantes supervisionados é considerada uma solução aceitável para manter a continuidade das ações de saúde pública, desde que observadas diretrizes gerais de capacitação.
A respeito dessas asserções, é CORRETO afirmar que:
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