A respeito das contribuições de Paulo Freire e Walter Kohan para uma compreensão crítica do ensino da filosofia no Brasil, analise as assertivas a seguir:
I. Para Freire, o ensino deve ser compreendido como ato político e dialógico, sendo a formação ética do sujeito inseparável de sua práxis transformadora do mundo.
II. Kohan afirma que a filosofia, ao ser institucionalizada como disciplina curricular, perde necessariamente seu caráter formativo e crítico, devendo ser excluída da escola para manter sua autenticidade.
III. Ambos os autores concebem o ensino da filosofia como um espaço de desestabilização das certezas e abertura à experiência, recusando a concepção de ensino como transmissão de conteúdos fixos.
IV. A metáfora do pharmakon, em Kohan, expressa a ambivalência da filosofia como força de cura e de veneno, propondo que o ensino filosófico seja também uma experiência de inquietação e desconcerto.
V. Freire e Kohan compartilham a defesa de um ensino filosófico tecnicista, centrado em competências objetivas e mensuráveis, como forma de democratizar o acesso à filosofia.
Quais estão corretas?